comunista desejosa de glamour hollywoodiano. anarquista com apego material a coisas emocionais. plagiadora que exige direitos autorais



segunda-feira, 18 de maio de 2009

e assim vão passando os dias e Silvia de dentro do esgoto, dá seus gritos e murmúrios...




Aqui quem fala é Silvia, Bee... A coisa toda é o seguinte. Onde estaremos daqui a vinte anos? Seremos amigos?Estaremos vivos? Agente vai ter feito tudo que agente queria? Agente vai se achar idiota/inocente/imbecil/saudosista/hipócrita daqui há vinte anos? Como é que vai ser essa coisa de olhar pra traz quando os primeiros pés de galinha e fios de cabelo branco, os juncos na testa começarem a denunciar a vida demais?
Eu sei que o papo é ruim...
(queria alguma coisa que alterasse meu estado de espírito sem me dar sono...)
Eu não sei mais aonde eu estou.

Há três anos atrás eu tava falando desse negócio todo de ausência de discurso e de bandeira. E continuo nisso mesmo até me censurando às vezes eis- me aqui: “visto a camisa, não tenho escolha.”

Absolutamente moderno
Absolutamente burguês
Absolutamente descontextualizado
Absolutamente incoerente!

Me sinto escondida, no bueiro, na toca, hibernando. E tudo que eu quero é explodir.
“É PRECISO SER ABSOLUTAMENTE MODERNO”. Ironia parafraseando Rimbaud a essa altura do campeonato.

Antaño, si no me acuerdo mal, me vida era um festin en que los corazones se abrian y los vinos de todas las clases fluian sin cesar.”( Rimbaud - de Uma Temporada no Inferno. Só tenho esse livrinho, já amarelado, que comprei em 1998 em León por 350 pesetas. Por isso a versão em espanhol)

Quando eu tinha quinze anos eu queria ser Rimbaud, mas já num dava tempo.

Acho que uns vinte anos depois que Rimbaud escreveu essas coisas ele morreu (depois de ter ido embora pra África e virado traficante de armas). Hoje olho nosso futuro talvez sem olhar de sonho, só questiono as possibilidades que o presente nos apresenta. Amo vocês. E não esquenta que o sonho volta. Depois da TPM, com ajuda química, com a produção de endorfina, com a sua companhia.

Um comentário:

Glauce Guima disse...

Sandía, é o presente mesmo, o tempo dos deuses, o presente...