comunista desejosa de glamour hollywoodiano. anarquista com apego material a coisas emocionais. plagiadora que exige direitos autorais



terça-feira, 27 de janeiro de 2009

hippie...

América, turbilhão, colcha de retalhos, luzes, ângulos inclinados, areias quentes, abacaxis melancias ananás, chuvas súbitas tropicais, matas verdes e muito sexo, Eros no batuque, na paisagem, calor negro, índio, eletricidade, cidades amontoadas e jogadas, cuspidas do trabalho fáustico de imigrantes-aventureiros-escravos, planícies de surpresas e brotes repentinos de culturas fosforescentes, carnaval, futebol, suor, cacau, petróleo-matéria-plástica mas tudo isso amontoado com uma brutalidade inocente, porque direta, tão distante do refinamento da crueldade européia! O sôco, a porrada, a amazônica capacidade de mentir, fantasias cósmicas, agilidade, o dengue, bem, legados superiores da raça negra, , um tom próprio, muito próprio, malícias de mil tribos e trejeitos, uma espantosa velocidade, até mesmo às vezes no radicalismo da preguiça como movimento cósmico de desencadear maiores velocidades da mente através do não agir, ironia como sabedoria básica, aventura, na mata, nas cidades, nos aglomerados, entre cipós e arranha-céus, bandoleiros, dançarinas, sensuais criaturas pagãs,o olho sempre à procura da chave de cada enigma que se abre em dois, mil olhos se espiando na selva, coqueiros e palmeiras se beijando com beijo ao som de uma rumba-samba-rock. E com uma ua de mel hollywoodiana mas já montada em um filme underground de gay hip américa.E estradas, sempre muitos e muitos quilômetros, é grande todo continente, com pássaros e animais de todos os tipos, os que inventam culturas sem o saber em velocidade atômica se subdividem em muitos países, clãs mas há um tom de caos geral, de caos fabricador de coisas incríveis, estradas desconhecidas cheias de prazer, a magia da música negra, como produto superior de todo esse caos, a participação efervescente dos corações apesar das grandes angústias, uma dança geral, frenesi, muitas possibilidades, potenciais, , dimensões do fantástico, território muito novo, América portuguesa negra, América inglesa negra, América espanhola índia, em todas as esquinas o grilo, aqui em baixo a barra é mais pesada, mas o entusiasmo, a audácia, as cores, a inclinação rítmica, Acabou chorare, trombetas e cantos, que américa mais cantadora e dançarina! Cantando a sua tragédia de labirinto um jogo de sensualidade e prazer. Evoé verão!! Colocaram a tecnologia em cima de um campo bárbaro e cheio de movimento, a televisão unificou como imagem absurdos antropológicas e antropofagias disfarçadas, somos a barra pesada e dançamos frenesi, de certo modo macacos invejado (o eropeu Mick Jager sonha em ser macaco), xaxados, cocos, baiãos, sambas, rocks, soul, blues, como pipocas brotando de um imenso robot perdido por entre cipós, emaranhados de edifícios de amianto brilhando contra um céu onde se confundem piscando satélites foguetes e vaga lumes como a estrela Dálva. (MAUTNER Jorge. Os fundamentos do kaos. Nova Stella, 1985. p.37-38)

2 comentários:

juniapereira disse...

Salve o nosso guia!

Fuckdelis disse...

posso usar umas coisas no pinball??? Como carrapatos, ananás e bananas...
posso? posso? rsrsr