Um dia de bola pra frente (título em mutação) (tema provisório) (fora de foco)
Dia 12 de Julho
Quero uns óculos de aro redondo, mas cancelei meu oculista.
Dia 13 de Julho.
10:30 AM
Fiz café. Fumei. Abri o Facebook.
10:45 AM
Hoje é dia do roque.
11:00
Tenho que começar a escrever sobre o projeto de Intercambio grupo de Curitiba amigo. Diálogos afetivos. Como montar minha capa de Sgt. Peppers parte II.
12: 00
Voltei pro Facebook. Eu não sei de nada. Eu não sei de nada. Eu não sei de nada. Postei uma mensagem pra Fidelis. Cancelei o angiologista, ainda corre sangue em minhas veias. Mas não sei de nada não... sei não.
13:00
Cancelei meu dentista. Vou ficar em casa escrevendo. Sem nada me interrompendo o fluxo de pensamento. Acho que vou cancelar com o Rodrigo também mais a noite. Meus dentes estão entortando novamente. Meu dentista freqüenta o Minas Tênis Clube...
13:30 Já que vou ficar aqui vou fazer mais café. Não trabalho hoje. Hoje vou escrever.
Tinha que faxinar a casa, mas acho que não vai dar... esqueci de por o lixo pra fora. Vai dar bicho.
14:12
Saulo postou Gal cantando Vaca Profana pra mim. Achei bonito. Sintomático. Leu meus pensamentos. Falamos de sintonia. Para Saulo, com amor. Leite bom pra todo mundo. Eu é que num vou ficar azeda por causa dos caretas.
14:30
Mas uma Gal. Uma explicação. Musica de Bob Dylan, versão de Caetano. It´s all over now baby blue, os alquimistas já estão no corredor. Junte tudo que você conseguiu por coincidência. Fico pensando, pensando. Explica pra eles Abelardo: meus filhos eu estou aqui pra confundir, não para explicar. Eu não me entendo. Brisa postou um fado. Eu não me entendo.
14:47 Fui pro meu quartinho dos fundos. ZONA. Um chapéu coco vermelho, um maiô de lantejoula verde e amarelo, uma saia de filó preta, resolvi escutar vinil, pus bob dylan, o único que tenho do moço. Ponho o mesmo lado B que escuto desde os 15 anos. É como se ele se resumisse naquelas 5 musicas e terminasse ali, no meu quartinho dos fundos. Não é verdade, mas é um pouco. Dylan pra mim é esse cara que escuto o mesmo lado B, de um disco velho empoeirado e aranhado em rotação lenta, pq minha vitrola é lenta, enfim.
Enfim. Ele é isso pra mim. Porque eu não o busquei com toda a minha intensidade juvenil. Hoje fica difícil, o mundo não parou lá fora, a pesar de previsível, o mundo urge, e dylan canta pra mim just like a woman, chega. Vamos voltar ao que interessa. Não vou arrumar essa roupas em cima da cama, esses livros desordenados na estante, na cadeira e na cama também. Yes she d. Tirei a agulha do disco. Voltar pro computador.
14:55 Tem uma lesma na cozinha. Pego um papel pra tirar ela de lá. Ela tem um rabo interssante. Ela olha pra mim e diz:
Quem é você?.
E eu respondi: “Eu — eu não sei muito bem, Senhora, no presente momento — pelo menos eu sei quem eu era quando levantei esta manhã, mas acho que tenho mudado muitas vezes desde então
Vou filmá-la. Filmo a lagarta com o celular. Me despeço.
15:00 ZONA AUTONOMA TEMPORÁRIA
Releio em PDF, esse clássico juvenil/universitário. Sempre li fragmentadamente e temporáriamente sem concluir. Não conclui agora tb. Recebi um telefonema da rede minas. Convite pra ler no porgrama “na estante”. Mas eu já fiz... “você tem algume pra indicar?
Não tenho nada guardado dessas coisas de TV, entrevista, leitura... nada. Eu devia ter. É importante, né. Um composite, um videobook...HAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHAHAH
15:16
Principais levantes da História do Brasil. Google responda-me.
Acendi um incenso. Incenso dos milagres, realiza o impossível. Vou focar.
Xuxu? Chamei marina no bate papo. Ligo pra ela “tanta coisa pra fazer, vontade de fugir”, “foge, xuxu. Vem pra casa” falo rindo, sabendo a resposta, mas com verdade. Com vontade.
Vem pra casa.
17:00
Zona Autonoma temporária.
Diálogos afetivos.
A verdade do cerrado conclama amigos fora do eixo prum chá na esquina.
Nosso lado A toca Clube da Esquina. Sentados no meio do asfalto viramos o disco.
Dama Indigna reza à santa padroeira: nossa senhora da bad trip.
Sou só uma idiota reivindicando memória, sozinha. Parece que batalhei idéias, conceitos, fé, desejos, sozinha. Ninguém ta nem aí pra minha ladainha. A não ser que ela saia de outra língua. Na terra de padroeira NOSSA SENHORA DA BAD TRIP.
21:00 aquela lagarta...
21:21
Escutando Patti Smith. Conheci Patti depois de velha. Só fui entender toda a idiotice do Punk aos 25. Patti é tão cristã. Pomba de Woodstock, desde o Hotel Chelsie, curando deprÊs de Janis Joplin, pra musa do punk.
Todo mundo pensa que é Fernando Pessoa. Diria Ana Cristina. Não sou nada. Meu coração é muito pequeno.
Patti Smith...
Nada não.
A vanguarda do cerrado, a dama indigna do sertão, a pomba de Woodstock, e da esquina libidinosa, histero-histriônica que chora exessivamente, la cantante do horto, hermana de medusa, a mulatto, an albino, a mosquito, my libido, yeah, dentada das montanhas, a criatividade distraída, nome apelativo inventado por necessidade minha.
22:00
Não devia ter jogado a lagarta no lixo. Bebi alguma coisa, fumei depois, e tudo voltou ao normal.
comunista desejosa de glamour hollywoodiano. anarquista com apego material a coisas emocionais. plagiadora que exige direitos autorais
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Não
Sô poeta não
Num precisa me olhar com essa cara
Num precisa questionar de onde eu venho
Sô só uma moça insegura, que precisa escrever e não tá criativa hj.
Mas escreve mesmo assim.
Pois é o risco é meu.
Fui eu que armei a cilada pra mim.
....
Olha a minha fuça...
Olha que boneca
Não existe bruxa
Mais formosa
Ié, Ié, Ié.
Lindona!!!!!
(musica da cuca)
Sô poeta não
Num precisa me olhar com essa cara
Num precisa questionar de onde eu venho
Sô só uma moça insegura, que precisa escrever e não tá criativa hj.
Mas escreve mesmo assim.
Pois é o risco é meu.
Fui eu que armei a cilada pra mim.
....
Olha a minha fuça...
Olha que boneca
Não existe bruxa
Mais formosa
Ié, Ié, Ié.
Lindona!!!!!
(musica da cuca)
quinta-feira, 28 de julho de 2011
2011-07-26
Hj não existe uma canção que me faça estar em casa. Hj nenhuma canção é minha casa.
Todas alheias, mais dos outros que minhas. A todo momento a prova concreta, não há nenhuma canção que me conforte nessa tarde de 2011 em que se conclui que sou uma idiota. Completa.
2011-07-29
historiadora sem rigor académico. é melhor que idiota... não... continuo idiota.
Hj não existe uma canção que me faça estar em casa. Hj nenhuma canção é minha casa.
Todas alheias, mais dos outros que minhas. A todo momento a prova concreta, não há nenhuma canção que me conforte nessa tarde de 2011 em que se conclui que sou uma idiota. Completa.
2011-07-29
historiadora sem rigor académico. é melhor que idiota... não... continuo idiota.
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Estamos no centro do insolúvel
No estoy curada
Nublai minha visão da noite da grande fogueira desvairada
Tomorrow never nows
This is the end
O sol ha de brilhar mais uma vez
I read the news today oh boy!
Frases de fim de mundo. O meio do caminho.
Você não sabe o meu lado ocidental então, vamos lá:
Biquíni, lantejoula, brasa, Brasil, malaco, maloca, maconha, mambembe, vagabunda, cadeia.
Oh look at all the lonely people
She´s aint got nothing at all
Bazar
Bazaar, bazaar, bazaar o meu coração.
Um chinelo havaiana
Um vinil do Raul
Uma senhora de biquíni
Trabuco
Trambique
Trapaça
Me falta palavra
Me falta canção
Quem me dera se cantor
Quem me dera ser tenor
Quem me dera ser um peixe
No estoy curada
Nublai minha visão da noite da grande fogueira desvairada
Tomorrow never nows
This is the end
O sol ha de brilhar mais uma vez
I read the news today oh boy!
Frases de fim de mundo. O meio do caminho.
Você não sabe o meu lado ocidental então, vamos lá:
Biquíni, lantejoula, brasa, Brasil, malaco, maloca, maconha, mambembe, vagabunda, cadeia.
Oh look at all the lonely people
She´s aint got nothing at all
Bazar
Bazaar, bazaar, bazaar o meu coração.
Um chinelo havaiana
Um vinil do Raul
Uma senhora de biquíni
Trabuco
Trambique
Trapaça
Me falta palavra
Me falta canção
Quem me dera se cantor
Quem me dera ser tenor
Quem me dera ser um peixe
How does it feel
Sem um cigarro ninguém segura esse rojão
Laia. Laia.
Fundo de quintal
Mussum
Bussunda
Palhaço de televisão
Eu sou daqui
Eu nasci assim
Vou morrer assim
Tempo tempo tempo tempo
Time is on my side
Yes it is
Iê iê iê
OH ME
Ai de mim
Não sei aonde eu quero chegar
Me falta
Me falta
A beleza reside na falta
Quem disse isso?
Saudade
Vontade
Tem sol lá fora
Cadê a noite?
Sem um cigarro ninguém segura esse rojão
Laia. Laia.
Fundo de quintal
Mussum
Bussunda
Palhaço de televisão
Eu sou daqui
Eu nasci assim
Vou morrer assim
Tempo tempo tempo tempo
Time is on my side
Yes it is
Iê iê iê
OH ME
Ai de mim
Não sei aonde eu quero chegar
Me falta
Me falta
A beleza reside na falta
Quem disse isso?
Saudade
Vontade
Tem sol lá fora
Cadê a noite?
segunda-feira, 18 de julho de 2011
segunda-feira, 20 de junho de 2011
A polêmica do cerrado
Jornal O Tempo
Orlando Orube escreveu sobre nós. Não concordou com a Primeira Campainha ter ganhado o prêmio de melhor texto inédito. (segue no final da nota, o texto dele). Estou respondendo...
Caro senhor Orlando Orube, viva a diversidade, a diferença e a liberdade de expressão, o senhor tem todo o direito de manifestar sua opinião. Nós também. Segue a nossa:
SOU MOLEQUE SIM!
MEU JEANS É RASGADO SIM!
SOU A DAMA INDIGNA DAS ALTEROSAS, MEU SENHOR!
SINTO SE TE AFRONTO, SOU DE OUTRO TEMPO, CRESCI EM OUTRO TEMPO, ESCREVEMOS EM OUTRO TEMPO!
EU ESTOU EM BELO HORIZONTE E FAREI BARULHO O QUANTO PUDER.
Muitos amigos meus saíram desta cidade, mas nós batemos o pé. Vamos ficar aqui e bater panela desde as alterosas. As idéias estão aí. Ovo de Colombo. Quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha?
Ditadura nunca mais! A vida não se resume em festivais!
No dia 15 de Junho de 2011, o primeiro prêmio do SINPARC dos anos 10, a minha geração esteve no palco. Muitas vezes. Gente com quem convivi, estudei, trabalhei, gente que se formou na escola de teatro da UFMG.
Portanto é inegável a importância que esta escola, (tão jovem quanto nós) tem para esta cidade de horizontes montanhosos onde gorjeia Lô Borges e eu também!
Vocês não estão entendendo nada! Diria Caetano. Bundamolice! Diria Lobão.
Sou só uma moça latindo à mera cana sem dinheiro e sem banca, e sei que assim falando pensas que esse desespero é moda em 2016, mas deixa eu cantar que é pro mundo ficar odara, e tem gente que grita que tudo vai dar pé! Mas ah! VAI DAR PÉ... e eu não vou parar, não vamos parar, estamos aqui. Estamos em Belo Horizonte!
E quem será esse desgraçado dono dessa zorra toda? Tem dono? Num tem dono não!
Todo mundo tem arquivo! O cntrl c cntrl v quem faz é você! Por um pensamento auto sustentável: vomite e coma de novo.
Primeira Campainha
Ano 1 da deglutição do B(ob)ispo S(ponja)rdinha
(texto de Orlando Orube)
Considerações sobre o Premio SINPARC:
Estou triste, fiquei triste e não sei por que todo mundo engoliu o
deboche das moças que obtiveram o premio de dramaturgia adulta.
Sinto me isento para comentar, pois esse ano eu particularmente não
concorri a nada, e mesmo que o tivesse feito acho que não ficaria
calado.
Ir ao palco e jogar na cara de todo o mundo que o texto foi o premio
ao “Ctrl c, Ctrl v”, admitindo que o texto foi tudo colado de diversos
textos de outros autores, foi a maior afronta que já vi em muito
tempo. (E o premio deveria ser revisto pela comissão).
Acredito que os textos que não tem um autor reconhecido
individualmente ou inserido no meio de um grupo de criação coletiva
não devam concorrer a esse premio a exemplo de outras categorias, e
sim ao premio revelação, já que ele agora é multidisciplinar.
O premio SINPARC é e deve ser uma homenagem a produção profissional e
aos profissionais que de ela participam, e por tanto em todas as
categorias além do desempenho eventual de um artista deve-se respeitar
também o passado de todos e dar um peso a isso, não é legal dar um
premio a quem ainda não demonstrou nada e pode ter tido um dia feliz
ou ser simplesmente ele o que está no palco, sem criação nenhuma de
personagem.
Outra coisa:
Longe estão às datas em que o premio tinha glamour, hoje assistimos a
um bando de moleques mal arrumados debocharem (até politicamente) de
todos nós. E o pior é que ninguém fala nada, Rômulo, me ajuda cara,
você é um guerreiro, não deixa a coisa desandar por conta de uma
democracia falsa e risonha que em nada ajuda a nossa instituição.
Assisti na rua após o evento essa molecada morrer de rir de nós, que é
isso!
Respeito é bom, e eu gosto dele em qualquer situação.
Orlando Orube
Orlando Orube escreveu sobre nós. Não concordou com a Primeira Campainha ter ganhado o prêmio de melhor texto inédito. (segue no final da nota, o texto dele). Estou respondendo...
Caro senhor Orlando Orube, viva a diversidade, a diferença e a liberdade de expressão, o senhor tem todo o direito de manifestar sua opinião. Nós também. Segue a nossa:
SOU MOLEQUE SIM!
MEU JEANS É RASGADO SIM!
SOU A DAMA INDIGNA DAS ALTEROSAS, MEU SENHOR!
SINTO SE TE AFRONTO, SOU DE OUTRO TEMPO, CRESCI EM OUTRO TEMPO, ESCREVEMOS EM OUTRO TEMPO!
EU ESTOU EM BELO HORIZONTE E FAREI BARULHO O QUANTO PUDER.
Muitos amigos meus saíram desta cidade, mas nós batemos o pé. Vamos ficar aqui e bater panela desde as alterosas. As idéias estão aí. Ovo de Colombo. Quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha?
Ditadura nunca mais! A vida não se resume em festivais!
No dia 15 de Junho de 2011, o primeiro prêmio do SINPARC dos anos 10, a minha geração esteve no palco. Muitas vezes. Gente com quem convivi, estudei, trabalhei, gente que se formou na escola de teatro da UFMG.
Portanto é inegável a importância que esta escola, (tão jovem quanto nós) tem para esta cidade de horizontes montanhosos onde gorjeia Lô Borges e eu também!
Vocês não estão entendendo nada! Diria Caetano. Bundamolice! Diria Lobão.
Sou só uma moça latindo à mera cana sem dinheiro e sem banca, e sei que assim falando pensas que esse desespero é moda em 2016, mas deixa eu cantar que é pro mundo ficar odara, e tem gente que grita que tudo vai dar pé! Mas ah! VAI DAR PÉ... e eu não vou parar, não vamos parar, estamos aqui. Estamos em Belo Horizonte!
E quem será esse desgraçado dono dessa zorra toda? Tem dono? Num tem dono não!
Todo mundo tem arquivo! O cntrl c cntrl v quem faz é você! Por um pensamento auto sustentável: vomite e coma de novo.
Primeira Campainha
Ano 1 da deglutição do B(ob)ispo S(ponja)rdinha
(texto de Orlando Orube)
Considerações sobre o Premio SINPARC:
Estou triste, fiquei triste e não sei por que todo mundo engoliu o
deboche das moças que obtiveram o premio de dramaturgia adulta.
Sinto me isento para comentar, pois esse ano eu particularmente não
concorri a nada, e mesmo que o tivesse feito acho que não ficaria
calado.
Ir ao palco e jogar na cara de todo o mundo que o texto foi o premio
ao “Ctrl c, Ctrl v”, admitindo que o texto foi tudo colado de diversos
textos de outros autores, foi a maior afronta que já vi em muito
tempo. (E o premio deveria ser revisto pela comissão).
Acredito que os textos que não tem um autor reconhecido
individualmente ou inserido no meio de um grupo de criação coletiva
não devam concorrer a esse premio a exemplo de outras categorias, e
sim ao premio revelação, já que ele agora é multidisciplinar.
O premio SINPARC é e deve ser uma homenagem a produção profissional e
aos profissionais que de ela participam, e por tanto em todas as
categorias além do desempenho eventual de um artista deve-se respeitar
também o passado de todos e dar um peso a isso, não é legal dar um
premio a quem ainda não demonstrou nada e pode ter tido um dia feliz
ou ser simplesmente ele o que está no palco, sem criação nenhuma de
personagem.
Outra coisa:
Longe estão às datas em que o premio tinha glamour, hoje assistimos a
um bando de moleques mal arrumados debocharem (até politicamente) de
todos nós. E o pior é que ninguém fala nada, Rômulo, me ajuda cara,
você é um guerreiro, não deixa a coisa desandar por conta de uma
democracia falsa e risonha que em nada ajuda a nossa instituição.
Assisti na rua após o evento essa molecada morrer de rir de nós, que é
isso!
Respeito é bom, e eu gosto dele em qualquer situação.
Orlando Orube
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Da série MPB... parte I
Música Pra Bicho grilo
Musica Para Baixinhos
Musica Para Baranguinhos
Musica Para Bonitinhos
Manifesto Pro Burca
Musica Pré Baratas
Musica Para as Batatas
Manifesto Perfeito Baitolo
Música Pós Balzaquianismos
Melodia Pós-moderna Brasil
Minas Paralelepípedo Barranco
Musica Pra dar Bandeira
Música Pra Baba-ovo (nenhum pegar carona no seu rabo)
Marina Pereira Banana
Música Para Bichas
Música Para Botas
Maçã Pêra Banana (uva salada mista)
Melancia Parte para o Bulling
Maluco Para Beleza
Musico Pobre Brasileiro
Marchinha Pasmada de Bairro
Marcha Pro revolucionária do Bando do Apocalipse
Madonna Palavrão Bunda suja
Marina Prolixa Boca Suja
Marina Piano Bar
Minha (terra tem) Palmeiras (de onde fugiu) Belchior
Mambembe Puta Bacamarte
Maxixe Pró Beto Guedes
Mambo Pré Bituca
Musica Política Barroca
Metal Punk Bolor
Musica Prolixa Bahiana
Mel Puro de Berlandia
Meu Pó é de Breu
Mentiras Para (grendes) bostas
Metateatro Para baleias
Mandinga Para boiar
Melodia Penteando Brasilienses
Melo Pop com Balangandã
Musica Para Baixinhos
Musica Para Baranguinhos
Musica Para Bonitinhos
Manifesto Pro Burca
Musica Pré Baratas
Musica Para as Batatas
Manifesto Perfeito Baitolo
Música Pós Balzaquianismos
Melodia Pós-moderna Brasil
Minas Paralelepípedo Barranco
Musica Pra dar Bandeira
Música Pra Baba-ovo (nenhum pegar carona no seu rabo)
Marina Pereira Banana
Música Para Bichas
Música Para Botas
Maçã Pêra Banana (uva salada mista)
Melancia Parte para o Bulling
Maluco Para Beleza
Musico Pobre Brasileiro
Marchinha Pasmada de Bairro
Marcha Pro revolucionária do Bando do Apocalipse
Madonna Palavrão Bunda suja
Marina Prolixa Boca Suja
Marina Piano Bar
Minha (terra tem) Palmeiras (de onde fugiu) Belchior
Mambembe Puta Bacamarte
Maxixe Pró Beto Guedes
Mambo Pré Bituca
Musica Política Barroca
Metal Punk Bolor
Musica Prolixa Bahiana
Mel Puro de Berlandia
Meu Pó é de Breu
Mentiras Para (grendes) bostas
Metateatro Para baleias
Mandinga Para boiar
Melodia Penteando Brasilienses
Melo Pop com Balangandã
terça-feira, 3 de maio de 2011
sexta-feira, 29 de abril de 2011
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Sou a verdade do cerrado. Movimentos subversivos e arroz com pequi, Joca Ramiro e Zé Bebelo. Meu nome é Diadroim. Oi suindara! Novas histórias nas Alterosas. Milton é foda, Caetano é foda, lobão tem razão e o rock errou. Jesus morreu pelos pecados de alguém. Semana santa acabou ontem. Todo compositor brasileiro é um complexado menos Tom Zé. O Deus morto passou e as janelas vão se fechando, alguém me diz que tem cheiro de manjericão. Si. God is a concept... Eu acredito em todo mundo até que me provem o contrário. Inclusive em mim! Sou Diadorim, ou Dionísio, se preferir, o sertão vai virar mar. Desculpe baby, não vou brincar com você...? Onde é a gloria? Todo compositor brasileiro é um complexado menos Tom Zé.
Narrativa/folhetim de uma pós-anistia, pós-madonna, pós AIDS e o caralho, na era gaga, lady gaga, radio goo goo. O que é radio? Blá.
Bla
Bla
Bla...
Bah!
Parêntese.
Ta tudo cinza. Ta tudo cinza sem você. Um misto de ironia constante com uma eterna dorzinha malacabada. Saudade.
Tomei cachaça demais ontem e o hj o dia deu em chuvoso...
Narrativa/folhetim de uma pós-anistia, pós-madonna, pós AIDS e o caralho, na era gaga, lady gaga, radio goo goo. O que é radio? Blá.
Bla
Bla
Bla...
Bah!
Parêntese.
Ta tudo cinza. Ta tudo cinza sem você. Um misto de ironia constante com uma eterna dorzinha malacabada. Saudade.
Tomei cachaça demais ontem e o hj o dia deu em chuvoso...
segunda-feira, 25 de abril de 2011
quinta-feira, 3 de março de 2011
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
uivinho
Faz sol lá fora.
Cadê a noite?
Cadê Belo Horizonte?
Eu desprezo Belo Horizonte ou Belo Horizonte me despreza?
Eu estou com você!
Eu estou com você Carl Solomon
Eu estou com você Marina Arthuzzi
Eu estou com você Mariana Blanco
Eu estou com você 171
Eu estou com você Beto Guedes
Eu estou com você Caetano
Eu estou com você João e Ana Lee
Eu estou com você Mayombe
Eu estou com você Gil esper
Eu estou com você Rodrigo
Eu estou com você Glauce Guima
Eu estou com você Vidigal
Eu estou com vocÊ Capeta do Vilarinho
Eu estou com você Junia pereira
Eu estou com você Tom Zé
Eu estou com você Geraldo Peninha
Eu estou com você Belo Horizonte.
Cadê a noite?
Cadê Belo Horizonte?
Eu desprezo Belo Horizonte ou Belo Horizonte me despreza?
Eu estou com você!
Eu estou com você Carl Solomon
Eu estou com você Marina Arthuzzi
Eu estou com você Mariana Blanco
Eu estou com você 171
Eu estou com você Beto Guedes
Eu estou com você Caetano
Eu estou com você João e Ana Lee
Eu estou com você Mayombe
Eu estou com você Gil esper
Eu estou com você Rodrigo
Eu estou com você Glauce Guima
Eu estou com você Vidigal
Eu estou com vocÊ Capeta do Vilarinho
Eu estou com você Junia pereira
Eu estou com você Tom Zé
Eu estou com você Geraldo Peninha
Eu estou com você Belo Horizonte.
Qual foi o primeiro livro da coleção "Primeiros Passos" você leu?
O que é anarquismo?
O que é PUNK?
O que é Rock?
O que é umbanda?
O que é etnocenologia?
O que é hippie?
O que é tropicalismo?
O que é pór-moderno?
O que é existencialismo?
O que é feminismo?
O que movimento antropofagico?
O que é o que é?
O que será amanhã?
O que é yuppie?
O que é geração x?
O que é glam?
O que é homossexualismo?
O que é troca troca?
O que é educação?
O que é sadomasoquismo?
O que é socialismo?
O que é capitalismo?
O que é marxismo?
O que é socialismo utópico?
O que é nazismo?
O que é sionismo?
O que é machismo?
O que é ética?
O que realismo fantastico?
O que é realismo maravilhoso?
O que é 1968?
O que é Berlim Oriental?
O que é o rock vai salvar o mundo???
O que é PUNK?
O que é Rock?
O que é umbanda?
O que é etnocenologia?
O que é hippie?
O que é tropicalismo?
O que é pór-moderno?
O que é existencialismo?
O que é feminismo?
O que movimento antropofagico?
O que é o que é?
O que será amanhã?
O que é yuppie?
O que é geração x?
O que é glam?
O que é homossexualismo?
O que é troca troca?
O que é educação?
O que é sadomasoquismo?
O que é socialismo?
O que é capitalismo?
O que é marxismo?
O que é socialismo utópico?
O que é nazismo?
O que é sionismo?
O que é machismo?
O que é ética?
O que realismo fantastico?
O que é realismo maravilhoso?
O que é 1968?
O que é Berlim Oriental?
O que é o rock vai salvar o mundo???
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
correr,gritar e rolar no asfalto. Eu quero é botar meu bloco na rua.
Todas as manhãs. Todas as manhãs. Penso em tanto e nada. E de repente. Nem útero nem baço. O externo já era pra ser normal. Não sou boa de versos. Só quero aparecer. Só quero estar lá e não me pergunto porque. Um beijo seu. Um brilho no olhar. Um encontro concreto sem historinha. Ouvir e não imaginar. Ver e não. E não. Um momento de felicidade ou de intensidade. Sentir viva e sangue correndo. Sem passado, nem futuro. Correr, gritar e rolar no asfalto.
morangos, açúcar, branco e blue. te quiero.
morangos, açúcar, branco e blue. te quiero.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
balada sem cura
Balada sem cura
No estoy curada
No estoy curada
No estoy curada
Foi assim
Eu queria tudo
Eu queria tanto, e eu dei tudo.
E me cobraram tudo
E ficou tudo no meio do caminho
Tudo massacrado por todos
Nós todos.
Tô cansada, cansada, cansada
Na vontade de açambarcar o mundo com as pernas e acabar por recriá-lo nas coxas!
Não há espaço pra coerência
Tensões de cismas crises e outros tempos
Está vetado qualquer movimento, bloqueio
do corpo ou onde quer que alhures, bloqueio
Bloqueada.
Bloqueada, agora nesse instante.
Mas eu digo!
Eu não vou morrer! Ouviu?
VOCÊS NÃO VÃO ME VER MORRER
No estoy curada.
Eu tenho minha dor
minha alegria
minha medida
No estoy curada e
Não vou morrer!!
Se eu chutar esse balde, você vai estar lá pra receber?
Quem vai ser minha pietá?
Poliana que sou
Nossa senhora vive em mim e toma chá com a rainha de copas.
Cortem-lhe as cabeças! Eu grito. Já duvidando de mim.
Mas minha doença cresce a cada instante!
E vou continuar errada
E não te espero perceber e pedir desculpas
Vá
Eu to indo
Eu vou
Fui.
No estoy curada
No estoy curada
No estoy curada
Foi assim
Eu queria tudo
Eu queria tanto, e eu dei tudo.
E me cobraram tudo
E ficou tudo no meio do caminho
Tudo massacrado por todos
Nós todos.
Tô cansada, cansada, cansada
Na vontade de açambarcar o mundo com as pernas e acabar por recriá-lo nas coxas!
Não há espaço pra coerência
Tensões de cismas crises e outros tempos
Está vetado qualquer movimento, bloqueio
do corpo ou onde quer que alhures, bloqueio
Bloqueada.
Bloqueada, agora nesse instante.
Mas eu digo!
Eu não vou morrer! Ouviu?
VOCÊS NÃO VÃO ME VER MORRER
No estoy curada.
Eu tenho minha dor
minha alegria
minha medida
No estoy curada e
Não vou morrer!!
Se eu chutar esse balde, você vai estar lá pra receber?
Quem vai ser minha pietá?
Poliana que sou
Nossa senhora vive em mim e toma chá com a rainha de copas.
Cortem-lhe as cabeças! Eu grito. Já duvidando de mim.
Mas minha doença cresce a cada instante!
E vou continuar errada
E não te espero perceber e pedir desculpas
Vá
Eu to indo
Eu vou
Fui.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Rio de Janeiro é um dragão
Acabo de voltar do Rio. Minha primeira manhã em terra de São Sebastião crivado eram sete horas da manhã, não tinha cristo na janela, porem mar. Do alto do Vidigal. Um sol que me fritava e derreteu minhas energias. Estranho o seu cristo rio. Eu não vi o cristo. E não vou dizer que o mar não me importa. Ele me deu um nome, mesmo sendo o motivo de eu me chamar Marina, ser por causa de uma correspondente alemã com o mesmo nome com quem meu pai compartilhava alguma solidão na adolescência. Me chamo mar. Eu jacu das montanhas. Taurina bocó. Me chamo mar. E ele é bonito, e bravo, e eu me importo mesmo a lagoa insistindo aqui em mim. No rio o sol te incha e eu não posso beber como uma mineira semi-alcoólatra de verdade. Parece que o rio não combina com rock n’ roll. Não combina com musica triste (de letra estrangeira). Parece que o rio já toca musica sozinho. O rio é um grande clichê. E eu gosto de clichês. Mas desta vez parece que não nos demos bem. Num janeiro escaldante e praia do Leblon. Fui tomada por desejo de estar em casa. Minha visão da noite da grande fogueira desvairada absolutamente nublada. Não me venha com baixo gávea.
Quando morei na Espanha eu sentia saudades do rio sem nunca ter morado lá. Cristo redentor-braços-abertos-sobre-a-Guanabara-estou-morrendo-de-saudades fazia muito sentido pra mim.
Estranho? Não né?
Rio de Janeiro é um dragão. Não sei se conhece ou vive no paraíso. Mas é um dragão de ladeiras-civilização-encruzilhada, cada ribanceira é uma nação e aquela história toda sempre tão cantada que faz com que as pedras e a mata atlântica e os biquínis toquem MPB só de espiar. Cariocas são histéricos. Eu gosto de histéricos. Eu rio. Rio de Janeiro é um dragão na memória da gente. Hoje estou com espírito de comédia. Demorô. Já éh. Manero.
Quando morei na Espanha eu sentia saudades do rio sem nunca ter morado lá. Cristo redentor-braços-abertos-sobre-a-Guanabara-estou-morrendo-de-saudades fazia muito sentido pra mim.
Estranho? Não né?
Rio de Janeiro é um dragão. Não sei se conhece ou vive no paraíso. Mas é um dragão de ladeiras-civilização-encruzilhada, cada ribanceira é uma nação e aquela história toda sempre tão cantada que faz com que as pedras e a mata atlântica e os biquínis toquem MPB só de espiar. Cariocas são histéricos. Eu gosto de histéricos. Eu rio. Rio de Janeiro é um dragão na memória da gente. Hoje estou com espírito de comédia. Demorô. Já éh. Manero.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Resposta nº 1
Meu nome não tem ipisilone! (resposta de Silvia para Junia Pereira)
Deus esta solto e mora comigo dizem. Mora comigo.
Os ratos me acompanham, e moram comigo.
Eu sou uma esponja.
América! Eu te dei tudo e agora eu não sou nada.
América não me encha o saco.
Brasil mostra a sua cara
Cazuza tinha a língua presa.
E eu votei na Dilma.
Agora não se fala nada.
Todos os poetas cantam do hospício.
É preciso ser absolutamente moderno.
Vaibicho. Desafinar ocorodoscontentes
Ocorodoscotentes. Ocorodoscontentes.
Sim sou captu!
Eu sou inocente ainda que culpada.
Bentinho era um bosta.
Machinho de merda.
Aprendeu retórica.
Essa mania.
Essa mania de convencer os outros pelo método!
Mulher é desdobrável.
Eu sou! Ainda que gauche.
E gênio. Gênio? Você sabe. Esse papo de nerd português do século passado.
Retrasado.
Carrego comigo um troço de culpa e um traço de glória.
Porque você não escreve a sua madame Bovary?
Porque só aquela madame Bovary que deu certo porra!
Os tempos mudam Hilda, disse Lady Gaga.
Enfim:
Perder tempo. Gritar e rolar no asfalto feito uma primitiva.
Podem vaiar!! Vaia de bêbado não vale.
Me desclassifiquem.
Quanto a mim, a voz tão rouca, fico por aqui comparecendo aos atos públicos, pixando muros contra usinas nucleares, teatrinho com temática ambiental, um dia de monja, um dia de Joplin, um dia de puta, um dia madre Teresa de Calcutá.
As armas chegarão amanhã sem falta! Vai ser bonita a festa, pá.
Ninguém vai me impedir de cantar “don´t smoke in bed” em cima de um piano de calda!
Ô! Psiu! É com você mesmo, bee.
Deus está solto.(uuuuuuuuuuuuuuu).
Deus esta solto e mora comigo dizem. Mora comigo.
Os ratos me acompanham, e moram comigo.
Eu sou uma esponja.
América! Eu te dei tudo e agora eu não sou nada.
América não me encha o saco.
Brasil mostra a sua cara
Cazuza tinha a língua presa.
E eu votei na Dilma.
Agora não se fala nada.
Todos os poetas cantam do hospício.
É preciso ser absolutamente moderno.
Vaibicho. Desafinar ocorodoscontentes
Ocorodoscotentes. Ocorodoscontentes.
Sim sou captu!
Eu sou inocente ainda que culpada.
Bentinho era um bosta.
Machinho de merda.
Aprendeu retórica.
Essa mania.
Essa mania de convencer os outros pelo método!
Mulher é desdobrável.
Eu sou! Ainda que gauche.
E gênio. Gênio? Você sabe. Esse papo de nerd português do século passado.
Retrasado.
Carrego comigo um troço de culpa e um traço de glória.
Porque você não escreve a sua madame Bovary?
Porque só aquela madame Bovary que deu certo porra!
Os tempos mudam Hilda, disse Lady Gaga.
Enfim:
Perder tempo. Gritar e rolar no asfalto feito uma primitiva.
Podem vaiar!! Vaia de bêbado não vale.
Me desclassifiquem.
Quanto a mim, a voz tão rouca, fico por aqui comparecendo aos atos públicos, pixando muros contra usinas nucleares, teatrinho com temática ambiental, um dia de monja, um dia de Joplin, um dia de puta, um dia madre Teresa de Calcutá.
As armas chegarão amanhã sem falta! Vai ser bonita a festa, pá.
Ninguém vai me impedir de cantar “don´t smoke in bed” em cima de um piano de calda!
Ô! Psiu! É com você mesmo, bee.
Deus está solto.(uuuuuuuuuuuuuuu).
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Desabafo sobre o Brasil República
Primeiro era o Império. Depois veio um governo provisório e virou tudo Café com Leite. Quem é café com leite leva vantagem na brincadeira. Só que aí o chimarrão bateu o pé. E virou tudo chimarrão por um tempão. Chimarrão inventou uma porção de regras novas, umas levavam mais gente em consideração. Tipo as meninas agora podiam da pitaco na brincadeira, e mesmo quem não era dono da brincadeira, mas que brincava pra caramba, agora tinha direitos e brincava oito horas por dia. Mas se não gostasse do chimarrão, ficava de castigo. Ou num brincava nunca mais. Quando a coca-cola se encontrou com o chimarrão, um monte de gente foi pra segunda guerra mundial. Aliás chimarrão aprendeu algumas coisas com a Coca-cola. Primeiro estranha-se mas depois entranha-se. Entranhou-se.Chimarrão desistiu da brincadeira em agosto de 54. Mas Coca-cola continuou vigiando porque tinha a turma da vodka que tava brincado de foice e martelo do lado esquerdo da rua, e coca-cola não queria que ninguém aprendesse brincadeira nova. Tinha o pessoal do exército que tinha acabado de tomar banho com alvejante e limpado todas as manchas vermelhas (o pessoal que curtia a brincadeira da vodka, que tinha sido inventada por um chucrute no século anterior, mas o pessoal do chucrute tinha passado por uma onda muito ruim, brigaram, ficaram separados um tempão...) do exercito.Assim, alvejantes e coca-cola tomaram conta da brincadeira por uns 20 anos. Chato pra cacete.Quando por fim resolveram que a maioria devia voltar a dar pitaco no jogo. Veio um menino rico, de saco roxo, e roubou o lanche de todo mundo.Isso foi outro dia mesmo. Depois veio um moço mais estudado, mas com rabo preso com a coca-cola, e o povo ficava zoando ele: fora já! Fora já daqui!...Depois, entrou um cara daqueles que brincava oito horas por dia. Foi legal. Nem todo mundo achou legal, mas foi legal. De toda forma ele aprendeu umas coisas com chimarão, com a vodka, com a coca-cola e com a cachaça.Hoje tem que dar pitaco na brincadeira de novo. E é um tal de caipivodka, capeta, cuba libre, uma porrada de coquetel. E num parece legal. Ta difícil de escolher a batida.Mas pra quem brincou por 20 anos uma brincadeira chata, outro dia mesmo...Confesso que por ter crescido dentro do apartamento, sempre quis participar da brincadeira da rua, e dar pitaco nela. As vezes dentro do apartamento eu até sonho com um grande recreio, sem dono da brincadeira nem nada. haahhahahah Mas isso é coisa de punk da Savassi, se é que eles existem.Fico aqui pensando se tomo ou não tomo a caipivodka... Sei que o curassau frozen tucano não me desse bem, e não bebo não. Algo me lembra alvejante e coca-cola... Bonito e careta.Se eu tomar a caipivodka e não cair bem, eu vomito.?
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Sylvia por Junia Pereira
Sylvia, por que seu nome tem ipisilone?
Sylvia, você acredita em Deus?
Sylvia, é verdade que você mora num bueiro?
Sylvia, você então convive com os ratos?
Sylvia, eles querem conquistar o mundo?
Sylvia, você tem o rabo preso?
Sylvia, você é ou já foi filiada ao PT?
Sylvia, você é alguma agente secreta que presta serviço de traição e espionagem para o departamento de inteligência do governo?
Sylvia, é verdade que você é o retrato de uma alemã morta?
Sylvia, você esteve de que lado do muro de Berlim?
Sylvia, você gosta de coca-cola?
Sylvia, você é a favor da liberação da maconha?
Sylvia, você fuma para matar os diabinhos?
Sylvia, você é um diabinho?
Sylvia, essa bee de que você tanto fala é uma marca de calça jeans?
Sylvia, onde você aprende as gírias que usa?
Sylvia, em quem você vai votar pra presidente?
Sylvia, você é enigmática ou dissimulada?
Sylvia, você tem a malícia de toda mulher?
Sylvia,
las histéricas somos lo máximo?
Sylvia?
SYLVIA!!!
Oh, Sylvia...
Sylvia, você acredita em Deus?
Sylvia, é verdade que você mora num bueiro?
Sylvia, você então convive com os ratos?
Sylvia, eles querem conquistar o mundo?
Sylvia, você tem o rabo preso?
Sylvia, você é ou já foi filiada ao PT?
Sylvia, você é alguma agente secreta que presta serviço de traição e espionagem para o departamento de inteligência do governo?
Sylvia, é verdade que você é o retrato de uma alemã morta?
Sylvia, você esteve de que lado do muro de Berlim?
Sylvia, você gosta de coca-cola?
Sylvia, você é a favor da liberação da maconha?
Sylvia, você fuma para matar os diabinhos?
Sylvia, você é um diabinho?
Sylvia, essa bee de que você tanto fala é uma marca de calça jeans?
Sylvia, onde você aprende as gírias que usa?
Sylvia, em quem você vai votar pra presidente?
Sylvia, você é enigmática ou dissimulada?
Sylvia, você tem a malícia de toda mulher?
Sylvia,
las histéricas somos lo máximo?
Sylvia?
SYLVIA!!!
Oh, Sylvia...
sábado, 21 de agosto de 2010
Revolution
Revolution (a continuação da saga da moça da melancia)
AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!
Ela grita na porta do prédio. Uma senhora se assusta.
Olhando o que? Atravessa a rua e vai até o bar. Compra os cigarros. O tampo da melancia bateu na parede, suco de sandia escorrendo no assoalho.
Ela acende os cigarros. Um homem olha pra ela. Ela dá um trago. Pensa em dizer alguma coisa desiste, volta pro outro lado da rua e começa a caminhar.
Você me aparece com essa cara pra falar da sua rebeldia. Da sua rebeldia?
Autoritária, fraca, dissimulada e melindrosa isso sim. Que merda.
Realmente sou uma grande merda. Não sei de nada a não ser do que me pegou de tal forma que me fez prestar muita atenção. Eu não presto muita atenção.
Preguiçosa, vagabunda, avoada, dispersa, indisciplinada. Sou boa no que faço. Há! E espero que isso me leve a algum lugar. Posso esperar até o dia chegar?
Eu tenho dor. Escrevo e a culpa é de toda dor malacabada que deixou uma porra de marca em mim. Não cura. Mas também não diagnostiquei. Avoada que sou, desde nova venho dizendo. Metade de minhas palavras se dissipam com o cigarro. Um maço de palavras por dia cheias de alcatrão e nicotina e veneno de rato vão pro espaço. Outras trancafiadas no pulmão, me tiram o fôlego e engrossam a minha voz. Se eu não fumasse, eu falaria. Falaria tanto!! Aos sete ventos minha voz, cheia de lirismo juvenil e imbecil, retórica que nunca tive, coerência que nunca dei conta. Tudo ao invés da fumaça espessa. Ou rala.
Continua caminhando, joga o cigarro na boca de lobo.
É! 2012 ta aí e eu jogo a porra da guimba na boca de lobo!
Ri da afirmação raivosa imbecil e continua.
Watermelon escorrendo, passando por debaixo da porta. Ganhando o hall e as escadas.
Passa pela frente do prédio, mas não entra. Resolve caminhar mais.
Gostava de conseguir escrever andando... É impressionante como que o corpo em movimento faz a cabeça funcionar. Como penso enquanto ando. Sou boa de escrever quando tem uma dor muito grande que precisa de lugar, por que já não cabe só em mim. Faz tempo meu coração tem tido espaço de sobra. A dor existe tímida. Distraída. Cansada. Ando pequena e cansada. Desejosa de.
Melancia ganhou o elevador, escorre pelas gretas da porta, pelos botões.
Não sei de onde vem tanto desejo de. Moro num castelo. E o mundo não parou lá fora. Apesar de previsível o mundo não parou lá fora. Li meia dúzia de livros que me fez chorar. Meia dúzia de livros que me fez andar, meia dúzia de livros que fez frio na barriga. Dezenas de livros que fizeram pular uma porção de páginas.
E ela começa a andar e a gesticular sozinha. Ela já tinha aprendido a conversar consigo mesma sem chamar a atenção. Tinha vergonha na infância quando percebiam que conversava sozinha. Então conversava com ela mesma como um segredo, ninguém sabia. Mas ali ela tinha se esquecido e gesticulava e ria, e resmungava de raiva. Anos de educação autista jogada pelo ralo.
Minha escrita adolescente. Pouco símbolo ou metáfora aparente. Tudo nu e cru, com referencias nenhum pouco clássicas. O elevador abre e jorra uma água vermelha inundando a portaria do prédio. Referência clássica, essa sim.
Quero gritar e rolar no asfalto. Quais são as opções? Pra que lado eu vou? Que camisa eu visto, que bandeira eu dou.
Cansei não tenho mais nada pra falar. E se o mundo acabar amanhã, que ficção científica vai dar conta da dor que não se resolveu na TERRA?
Estou AGUDA!
VOU PARAR...
O suco vermelho que já tinha inundado a portaria do prédio, ganha as ruas, entope as bocas de lobo, começa a levar os carros, os carrinhos de bebê, os vira-latas, o lixo, os mendigos, os guardas de trânsito. Eu, com a melancia no pescoço, até o pescoço, me esforçando pra respirar, grito:
TEM GENTE QUE AINDA CANTA QUE TUDO VAI DAR PÉ?
Vai dar pé, vai dar pé.
AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!
Ela grita na porta do prédio. Uma senhora se assusta.
Olhando o que? Atravessa a rua e vai até o bar. Compra os cigarros. O tampo da melancia bateu na parede, suco de sandia escorrendo no assoalho.
Ela acende os cigarros. Um homem olha pra ela. Ela dá um trago. Pensa em dizer alguma coisa desiste, volta pro outro lado da rua e começa a caminhar.
Você me aparece com essa cara pra falar da sua rebeldia. Da sua rebeldia?
Autoritária, fraca, dissimulada e melindrosa isso sim. Que merda.
Realmente sou uma grande merda. Não sei de nada a não ser do que me pegou de tal forma que me fez prestar muita atenção. Eu não presto muita atenção.
Preguiçosa, vagabunda, avoada, dispersa, indisciplinada. Sou boa no que faço. Há! E espero que isso me leve a algum lugar. Posso esperar até o dia chegar?
Eu tenho dor. Escrevo e a culpa é de toda dor malacabada que deixou uma porra de marca em mim. Não cura. Mas também não diagnostiquei. Avoada que sou, desde nova venho dizendo. Metade de minhas palavras se dissipam com o cigarro. Um maço de palavras por dia cheias de alcatrão e nicotina e veneno de rato vão pro espaço. Outras trancafiadas no pulmão, me tiram o fôlego e engrossam a minha voz. Se eu não fumasse, eu falaria. Falaria tanto!! Aos sete ventos minha voz, cheia de lirismo juvenil e imbecil, retórica que nunca tive, coerência que nunca dei conta. Tudo ao invés da fumaça espessa. Ou rala.
Continua caminhando, joga o cigarro na boca de lobo.
É! 2012 ta aí e eu jogo a porra da guimba na boca de lobo!
Ri da afirmação raivosa imbecil e continua.
Watermelon escorrendo, passando por debaixo da porta. Ganhando o hall e as escadas.
Passa pela frente do prédio, mas não entra. Resolve caminhar mais.
Gostava de conseguir escrever andando... É impressionante como que o corpo em movimento faz a cabeça funcionar. Como penso enquanto ando. Sou boa de escrever quando tem uma dor muito grande que precisa de lugar, por que já não cabe só em mim. Faz tempo meu coração tem tido espaço de sobra. A dor existe tímida. Distraída. Cansada. Ando pequena e cansada. Desejosa de.
Melancia ganhou o elevador, escorre pelas gretas da porta, pelos botões.
Não sei de onde vem tanto desejo de. Moro num castelo. E o mundo não parou lá fora. Apesar de previsível o mundo não parou lá fora. Li meia dúzia de livros que me fez chorar. Meia dúzia de livros que me fez andar, meia dúzia de livros que fez frio na barriga. Dezenas de livros que fizeram pular uma porção de páginas.
E ela começa a andar e a gesticular sozinha. Ela já tinha aprendido a conversar consigo mesma sem chamar a atenção. Tinha vergonha na infância quando percebiam que conversava sozinha. Então conversava com ela mesma como um segredo, ninguém sabia. Mas ali ela tinha se esquecido e gesticulava e ria, e resmungava de raiva. Anos de educação autista jogada pelo ralo.
Minha escrita adolescente. Pouco símbolo ou metáfora aparente. Tudo nu e cru, com referencias nenhum pouco clássicas. O elevador abre e jorra uma água vermelha inundando a portaria do prédio. Referência clássica, essa sim.
Quero gritar e rolar no asfalto. Quais são as opções? Pra que lado eu vou? Que camisa eu visto, que bandeira eu dou.
Cansei não tenho mais nada pra falar. E se o mundo acabar amanhã, que ficção científica vai dar conta da dor que não se resolveu na TERRA?
Estou AGUDA!
VOU PARAR...
O suco vermelho que já tinha inundado a portaria do prédio, ganha as ruas, entope as bocas de lobo, começa a levar os carros, os carrinhos de bebê, os vira-latas, o lixo, os mendigos, os guardas de trânsito. Eu, com a melancia no pescoço, até o pescoço, me esforçando pra respirar, grito:
TEM GENTE QUE AINDA CANTA QUE TUDO VAI DAR PÉ?
Vai dar pé, vai dar pé.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
A amazona
sertão... nunca vivi.
Subo do lado direito da sela.
Cavalo dá voltas comigo no mesmo lugar.
Uma temporada no inferno. Rimbaud foi para o deserto.
Isabelle de Berthardt virou Tuareg. Diadorim.
Belchior fugiu para o Uruguay.
Billy the Kid e lampião. Procurados Achados e mortos.
Raul Seixas Caetano e Bob Dylan.
Kate fez Bob nas telas.
Quem sabe eu faço Caetano ou Raul?
Pessoa morreu mais velho que Rimbaud.
Quando pequena eu achava que Drummond tinha morrido ao tropeçar numa pedra que tinha no meio do caminho.
Meu pai cruzou o Atlântico. Há séculos que não ando a cavalo no pasto.
Victor Jara perdeu a mão em um estádio de futebol em Santiago.
Não fui na posse do Lula em 2003.
Vandré não canta mais. E John Lennon você sabe... a CIA.
Eu sou uma profunda conhecedora de nada. Só de Beatles. Mas quem não é?
A fazenda é o meu último recinto. O meu último lugar. Só que ninguém sabe disso.
Meu avô me deu um coração com candura.
Algo herdei e vive comigo.
Guardo comigo até o dia de morrer e passar isso pra alguém. Hei de passar isso pra alguém.
Walt Whitman começou a escrever com 29. Jim e Jimmy morreram aos 27. Meu violão quebrou. Tenho uma fitinha de Simon e Garfunkel que ganhei de um namoradinho espanhol que por sua vez tinha ganhado do pai, que tinha uma boate chamada Saravá em 81.
Ninguém em casa.
Nem o disco de Paul Simon. Ninguém.Ninguém é cidadão.
Virgulino Ferreira da Silva. Steve McQueen. Alexander McQueen. Lampião criava suas próprias roupas.
Ninguém em casa. Oh lord wont you buy me a mercedez bens?
That ´s it. hahahahah
Subo do lado direito da sela.
Cavalo dá voltas comigo no mesmo lugar.
Uma temporada no inferno. Rimbaud foi para o deserto.
Isabelle de Berthardt virou Tuareg. Diadorim.
Belchior fugiu para o Uruguay.
Billy the Kid e lampião. Procurados Achados e mortos.
Raul Seixas Caetano e Bob Dylan.
Kate fez Bob nas telas.
Quem sabe eu faço Caetano ou Raul?
Pessoa morreu mais velho que Rimbaud.
Quando pequena eu achava que Drummond tinha morrido ao tropeçar numa pedra que tinha no meio do caminho.
Meu pai cruzou o Atlântico. Há séculos que não ando a cavalo no pasto.
Victor Jara perdeu a mão em um estádio de futebol em Santiago.
Não fui na posse do Lula em 2003.
Vandré não canta mais. E John Lennon você sabe... a CIA.
Eu sou uma profunda conhecedora de nada. Só de Beatles. Mas quem não é?
A fazenda é o meu último recinto. O meu último lugar. Só que ninguém sabe disso.
Meu avô me deu um coração com candura.
Algo herdei e vive comigo.
Guardo comigo até o dia de morrer e passar isso pra alguém. Hei de passar isso pra alguém.
Walt Whitman começou a escrever com 29. Jim e Jimmy morreram aos 27. Meu violão quebrou. Tenho uma fitinha de Simon e Garfunkel que ganhei de um namoradinho espanhol que por sua vez tinha ganhado do pai, que tinha uma boate chamada Saravá em 81.
Ninguém em casa.
Nem o disco de Paul Simon. Ninguém.Ninguém é cidadão.
Virgulino Ferreira da Silva. Steve McQueen. Alexander McQueen. Lampião criava suas próprias roupas.
Ninguém em casa. Oh lord wont you buy me a mercedez bens?
That ´s it. hahahahah
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Gloria por Silvia
Gloria (Patti Smith)
Prólogo
Falo na língua de um simplório experiente que obviamente não passa de uma Pollyana pomba de Woodstock histero-histriônica que chora excessivamente.
Isso se passa num bar dentro da minha cabeça e, plagiando Leminski, uma grama depois, porque sem isso eu não sou articulada e estaria chorando. E só.
Meus amigos:
Não. Meu corpo não é o mesmo. E minha buceta fala. Não que ela seja minha cabeça de baixo, como é costume se dizer do sexo oposto. Mas ela fala. E é mal resolvida. E aí? Arre com todos os bem resolvidos de perto de mim. (arre: do Ár. arrih, grito para estimular os camelos. interj.,expressão para incitar as bestas a caminhar.)
Visto a camisa. Não tenho escolha.
Sabe Chaplin? Tempos Modernos: ele pega uma bandeira vermelha que caiu de um caminhão no chão. Acena com a mesma para o caminhão. Acena. Acena. Surge por de trás dele uma imensa passeata com cartazes com dizeres como “strike” e etc. Carlitos é preso como líder comunista. Isso é dar bandeira, Bee... Isso é dar bandeira.
Silvia.
Capítulo Zero
Onde estará Sylvia Von Harden ?
Capítulo hum
De cima de um banquinho, Silvia alcança uma pequena janela com grades, a única do cômodo onde vive. Ali existem paredes escritas, um colchão, um amplificador com microfone. Ela grita para fora.
Vai te fudê! Você é uma bicha de merda!
Você não sabe meu lado ocidental. Eu sou uma besta! Soy una esponja! Sorbo la idiossincrasia del mundo y el tabaco!
Capítulo Dois
Sentada em cima do amplificador, com o microfone na mão. Silvia canta! E simula vaias.
Silvia é marginal
(uuuuuuuuuuu)
Silvia é old school
(uuuuuuuuuuu)
Silvia é a vanguarda de fraldas
(uuuuuuuuuuu)
Não votem Silvia
(uuuuuuuuuuuu)
Seja Silvia, seja herói
(uuuuuuuuuuuu)
Silvia é outsider
(uuuuuuuuuuuu)
Capitulo Três
Silvia escreve para Bee . Na parede de seu cômodo.
Navontadedeaçambarcaromundocomaspernaseacabarporrecriálonascoxas! No fim de tudo, ainda: I wanna be a rock star. E o que uma garota pobre como eu pode fazer senão tocar numa banda de rock? Eu me tornei atriz por que era dispersa demais pra tocar violão.
Mesmo porque o violão não pode aparecer mais que o meu belo quadril.
Rebolo. Please to meet you.
Aqui é Silvia, Bee. Te cuida.
Capítulo Quatro
Aqui quem fala é Silvia, Bee. As armas chegarão amanhã, sem falta. Ninguém vai me impedir de cantar “Dont Smoke in Bed”, deitada num piano de cauda.
A repetição faz este sapo pular. Não tomo remédios. Serotonina TRABALHA COMO QUER por aqui. Anarquia geral. Não existe linha de montagem na minha cabeça!
Capítulo Cinco
Silvia plagia cantores da MPB, recita Marlon Brando, canta o hino da Internacional no chuveiro, copia conversas de telenovela e desenho animado...
Silvia! Como você é démodé! Se dê o mínimo de autenticidade nesse mundo. Mundo besta meu Deus! Sem um mísero conhaque pra te comover. Convenhamos, você tem que descobrir algo novo pra falar. Sem conhaque.
Silvia grita pela grade da janela:
Absolutamente moderno!
Absolutamente burguês!
Absolutamente descontextualizado!
Absolutamente incoerente!
“É PRECISO SER ABSOLUTAMENTE MODERNO”.
Ironia parafraseando Rimbaud a essa altura do campeonato...
The Dream is over What can I say.
A outsidermarginal quase terrorista quer evidência. Ela quer evidência. Ela quer ser John Lennon. Uma espécie de diva comprometida com causas coletivas. Liza Minelli de esquerda. Ainda quer autoria em tempos de Luther Blisset.
Silvia mora num porão, um dia ela vai sair anunciando a revolução caminhando em um tapete vermelho e provavelmente cantando Somewhere Over The Rainbow ou algum sucesso da filha de Judy Garland. Pobre Silvia, a pseudomártir das causas modernas perdidas e que agora só quer um resto de glamour e deixar o recinto com alguma dignidade.
Capítulo Seis
Cara Bee
Aqui quem fala é Silvia. Acho que vou sair. Prepara o tapete. Cansei de ser Van Gogh pra te chamar de Teo...
Capítulo Sete
Silvia saiu. Ladies and gentleman... Silvia acaba de deixar o recinto.
Capítulo Oito
Bee canta: I´m waiting for a word of love from Syilvia... (Elvis Presley)
Capítulo Revolution number 9, number 9, number 9 number 9…. (Beatles)
Noite anterior: 100 reais de cocaína pra ela e Bee. Bicha rica de excessos você! Vai entender. É sempre tão difícil, na virada da noite pro dia. Essa cocaína suja que dá um pânico de morte, uma triteza de fim de mundo. Que crueldade deixá-la sozinha depois de 100 conto de pó. Mas ela nunca deixa ele ficar. Manda ele ir embora porque não quer que ele a veja naquele estado, que ele conhecia tão bem. O momento de cobrar do Brasil ou de não sei quem a oportunidade de ser o que nunca deixaram. O momento da esponja expurgar todo o chorume dos tempos passados.
E ela grita. E xinga ele! Vai te fudê! Bicha de merda... Você não sabe meu lado ocidental. Eu sou uma besta! Soy una esponja! Sorbo la idiossincrasia del mundo y el tabaco!
Bee vai embora assoviando. Sabe que ela odeia assovios. Mas esquece. Ou não. Vai saber.
Vai entender esse amor, essa dependência sádica que Bee tem por Sílvia. Onde estará Silvia, ele procura... E só encontra a esponja.
Slivia rememora vaias.
Silvia é marginal
(uuuuuuuuuuu)
Silvia é old school
(uuuuuuuuuuu)
Silvia é a vanguarda de fraldas
(uuuuuuuuuuu)
Não votem Silvia
(uuuuuuuuuuuu)
Seja Silvia, seja herói
(uuuuuuuuuuuu)
Silvia é outsider
(uuuuuuuuuuuu).
Silvia saiu atrás de Bee. Tinha blocos na rua. Tinha gente na praia. A praia feita de concreto, em frente à estação de metrô. Máscaras de gatinho (aquelas feitas com fronha de travesseiro) homens com peitinho de limão. Carmens Mirandas dignas de pesadelo e sem prestobarba. Lá estava Bee. Próximo ao pirulito da Praça Sete.
A banda tocava repetidas vezes “Eivocêaímedáumdinheiroaímedaumdinheiroaí”.
“O capeta vai estar hoje no bloco e vai matar vinte crianças!”, as doninhas falavam... O médium falou que hoje virá uma onda por trás da serra que cobrirá a cidade!”. Quantos caiaques na rua. Canoas. Lanchas estacionadas rente aos muros altos da casa do prefeito e do deputado Dr. Aureliano.
Um belo dia ele apareceu de verdade, o capeta. Vestia uma capa e um chapéu. Dançava cambaleante na rua, com uma garrafa na mão, não cantava Robert Johnson, cantava Nelson Gonçalves: Hojenãoexistenadamaisentrenós. Deixou o chapéu cair. Foi aí que todo mundo viu os chifres! Silvia escuta esta história desde pequena.
As velhinhas começam a rezar. Aquele dia, não sabia se era carnaval ou dia da padroeira da cidade. Nossa Senhora da Boa Viagem... Bad Trip! Isso sim. Merda de pó sujo! Procissão lado a lado com o bloco de carnaval e pessoas de biquíni na praia da estação. Bee não se aproximava. Vamos trepar! Quero trepar já que tudo acabou. Saí no dia do juízo sem saber. Fiquei tempo demais hibernando. Underground de Kusturica, lembra? Claro que não. Você não vê filme europeu, muito menos europeu oriental. Y yo soy mala como película tcheca. (Liliana Felipe, peguei emprestado, aquela do “Las Histéricas somos lo máximo”. Aquele CD que você detesta. Feminista demais. Pra uma bee entediada como você.) Um abraço pelo menos. Quanto tempo, amigo... Um abraço. Foda-se. Você vai ficar aí me olhando de longe, me vendo relacionar com o mundo de novo. Foi você que providenciou tudo isso? Essa loucura toda?
Aestreladalvanocéudisponta! Mudaram de música. E de repente Silvia se vê no meio do bloco. Olha pra cima como se pudesse se ver lá no meio, se olhava no meio da multidão. Voltou a procurar Bee. Bee tinha sumido.
Começou a fugir. Michael Corleone fugindo em plena revolução cubana em meio a vivas a Fidel... Pensa: You broke my heart, Bee...
Onde estará Bee? Sumiu! Covarde! Me abandona!
E foi levada junto com o bloco. Não conseguia mais ficar parada. E foi. Junto com meia dúzia de mascarados.
Capítulo 10
Silvia desapareceu.
Bee canta: I´m waiting for a word of love from Syliviahhhhhh!
Prólogo
Falo na língua de um simplório experiente que obviamente não passa de uma Pollyana pomba de Woodstock histero-histriônica que chora excessivamente.
Isso se passa num bar dentro da minha cabeça e, plagiando Leminski, uma grama depois, porque sem isso eu não sou articulada e estaria chorando. E só.
Meus amigos:
Não. Meu corpo não é o mesmo. E minha buceta fala. Não que ela seja minha cabeça de baixo, como é costume se dizer do sexo oposto. Mas ela fala. E é mal resolvida. E aí? Arre com todos os bem resolvidos de perto de mim. (arre: do Ár. arrih, grito para estimular os camelos. interj.,expressão para incitar as bestas a caminhar.)
Visto a camisa. Não tenho escolha.
Sabe Chaplin? Tempos Modernos: ele pega uma bandeira vermelha que caiu de um caminhão no chão. Acena com a mesma para o caminhão. Acena. Acena. Surge por de trás dele uma imensa passeata com cartazes com dizeres como “strike” e etc. Carlitos é preso como líder comunista. Isso é dar bandeira, Bee... Isso é dar bandeira.
Silvia.
Capítulo Zero
Onde estará Sylvia Von Harden ?
Capítulo hum
De cima de um banquinho, Silvia alcança uma pequena janela com grades, a única do cômodo onde vive. Ali existem paredes escritas, um colchão, um amplificador com microfone. Ela grita para fora.
Vai te fudê! Você é uma bicha de merda!
Você não sabe meu lado ocidental. Eu sou uma besta! Soy una esponja! Sorbo la idiossincrasia del mundo y el tabaco!
Capítulo Dois
Sentada em cima do amplificador, com o microfone na mão. Silvia canta! E simula vaias.
Silvia é marginal
(uuuuuuuuuuu)
Silvia é old school
(uuuuuuuuuuu)
Silvia é a vanguarda de fraldas
(uuuuuuuuuuu)
Não votem Silvia
(uuuuuuuuuuuu)
Seja Silvia, seja herói
(uuuuuuuuuuuu)
Silvia é outsider
(uuuuuuuuuuuu)
Capitulo Três
Silvia escreve para Bee . Na parede de seu cômodo.
Navontadedeaçambarcaromundocomaspernaseacabarporrecriálonascoxas! No fim de tudo, ainda: I wanna be a rock star. E o que uma garota pobre como eu pode fazer senão tocar numa banda de rock? Eu me tornei atriz por que era dispersa demais pra tocar violão.
Mesmo porque o violão não pode aparecer mais que o meu belo quadril.
Rebolo. Please to meet you.
Aqui é Silvia, Bee. Te cuida.
Capítulo Quatro
Aqui quem fala é Silvia, Bee. As armas chegarão amanhã, sem falta. Ninguém vai me impedir de cantar “Dont Smoke in Bed”, deitada num piano de cauda.
A repetição faz este sapo pular. Não tomo remédios. Serotonina TRABALHA COMO QUER por aqui. Anarquia geral. Não existe linha de montagem na minha cabeça!
Capítulo Cinco
Silvia plagia cantores da MPB, recita Marlon Brando, canta o hino da Internacional no chuveiro, copia conversas de telenovela e desenho animado...
Silvia! Como você é démodé! Se dê o mínimo de autenticidade nesse mundo. Mundo besta meu Deus! Sem um mísero conhaque pra te comover. Convenhamos, você tem que descobrir algo novo pra falar. Sem conhaque.
Silvia grita pela grade da janela:
Absolutamente moderno!
Absolutamente burguês!
Absolutamente descontextualizado!
Absolutamente incoerente!
“É PRECISO SER ABSOLUTAMENTE MODERNO”.
Ironia parafraseando Rimbaud a essa altura do campeonato...
The Dream is over What can I say.
A outsidermarginal quase terrorista quer evidência. Ela quer evidência. Ela quer ser John Lennon. Uma espécie de diva comprometida com causas coletivas. Liza Minelli de esquerda. Ainda quer autoria em tempos de Luther Blisset.
Silvia mora num porão, um dia ela vai sair anunciando a revolução caminhando em um tapete vermelho e provavelmente cantando Somewhere Over The Rainbow ou algum sucesso da filha de Judy Garland. Pobre Silvia, a pseudomártir das causas modernas perdidas e que agora só quer um resto de glamour e deixar o recinto com alguma dignidade.
Capítulo Seis
Cara Bee
Aqui quem fala é Silvia. Acho que vou sair. Prepara o tapete. Cansei de ser Van Gogh pra te chamar de Teo...
Capítulo Sete
Silvia saiu. Ladies and gentleman... Silvia acaba de deixar o recinto.
Capítulo Oito
Bee canta: I´m waiting for a word of love from Syilvia... (Elvis Presley)
Capítulo Revolution number 9, number 9, number 9 number 9…. (Beatles)
Noite anterior: 100 reais de cocaína pra ela e Bee. Bicha rica de excessos você! Vai entender. É sempre tão difícil, na virada da noite pro dia. Essa cocaína suja que dá um pânico de morte, uma triteza de fim de mundo. Que crueldade deixá-la sozinha depois de 100 conto de pó. Mas ela nunca deixa ele ficar. Manda ele ir embora porque não quer que ele a veja naquele estado, que ele conhecia tão bem. O momento de cobrar do Brasil ou de não sei quem a oportunidade de ser o que nunca deixaram. O momento da esponja expurgar todo o chorume dos tempos passados.
E ela grita. E xinga ele! Vai te fudê! Bicha de merda... Você não sabe meu lado ocidental. Eu sou uma besta! Soy una esponja! Sorbo la idiossincrasia del mundo y el tabaco!
Bee vai embora assoviando. Sabe que ela odeia assovios. Mas esquece. Ou não. Vai saber.
Vai entender esse amor, essa dependência sádica que Bee tem por Sílvia. Onde estará Silvia, ele procura... E só encontra a esponja.
Slivia rememora vaias.
Silvia é marginal
(uuuuuuuuuuu)
Silvia é old school
(uuuuuuuuuuu)
Silvia é a vanguarda de fraldas
(uuuuuuuuuuu)
Não votem Silvia
(uuuuuuuuuuuu)
Seja Silvia, seja herói
(uuuuuuuuuuuu)
Silvia é outsider
(uuuuuuuuuuuu).
Silvia saiu atrás de Bee. Tinha blocos na rua. Tinha gente na praia. A praia feita de concreto, em frente à estação de metrô. Máscaras de gatinho (aquelas feitas com fronha de travesseiro) homens com peitinho de limão. Carmens Mirandas dignas de pesadelo e sem prestobarba. Lá estava Bee. Próximo ao pirulito da Praça Sete.
A banda tocava repetidas vezes “Eivocêaímedáumdinheiroaímedaumdinheiroaí”.
“O capeta vai estar hoje no bloco e vai matar vinte crianças!”, as doninhas falavam... O médium falou que hoje virá uma onda por trás da serra que cobrirá a cidade!”. Quantos caiaques na rua. Canoas. Lanchas estacionadas rente aos muros altos da casa do prefeito e do deputado Dr. Aureliano.
Um belo dia ele apareceu de verdade, o capeta. Vestia uma capa e um chapéu. Dançava cambaleante na rua, com uma garrafa na mão, não cantava Robert Johnson, cantava Nelson Gonçalves: Hojenãoexistenadamaisentrenós. Deixou o chapéu cair. Foi aí que todo mundo viu os chifres! Silvia escuta esta história desde pequena.
As velhinhas começam a rezar. Aquele dia, não sabia se era carnaval ou dia da padroeira da cidade. Nossa Senhora da Boa Viagem... Bad Trip! Isso sim. Merda de pó sujo! Procissão lado a lado com o bloco de carnaval e pessoas de biquíni na praia da estação. Bee não se aproximava. Vamos trepar! Quero trepar já que tudo acabou. Saí no dia do juízo sem saber. Fiquei tempo demais hibernando. Underground de Kusturica, lembra? Claro que não. Você não vê filme europeu, muito menos europeu oriental. Y yo soy mala como película tcheca. (Liliana Felipe, peguei emprestado, aquela do “Las Histéricas somos lo máximo”. Aquele CD que você detesta. Feminista demais. Pra uma bee entediada como você.) Um abraço pelo menos. Quanto tempo, amigo... Um abraço. Foda-se. Você vai ficar aí me olhando de longe, me vendo relacionar com o mundo de novo. Foi você que providenciou tudo isso? Essa loucura toda?
Aestreladalvanocéudisponta! Mudaram de música. E de repente Silvia se vê no meio do bloco. Olha pra cima como se pudesse se ver lá no meio, se olhava no meio da multidão. Voltou a procurar Bee. Bee tinha sumido.
Começou a fugir. Michael Corleone fugindo em plena revolução cubana em meio a vivas a Fidel... Pensa: You broke my heart, Bee...
Onde estará Bee? Sumiu! Covarde! Me abandona!
E foi levada junto com o bloco. Não conseguia mais ficar parada. E foi. Junto com meia dúzia de mascarados.
Capítulo 10
Silvia desapareceu.
Bee canta: I´m waiting for a word of love from Syliviahhhhhh!
quarta-feira, 2 de junho de 2010
sexta-feira, 7 de maio de 2010
despacho de arquivo morto
Eu samambaia.
Tenho que te contar uma coisa. Sou uma samambaia.
Fora de moda.kitsch.vintage.ô não.
Imagine aquela frondosa samambaia no alpendre da casa de vó. Junto aquelas cadeiras brancas acompanhando mesinha de centro com pé de arabesco.
Junto com hortências. Espadas de São Jorge e Beijinho. Muito Beijo. Daqueles com cinco pétalas e que agente arrancava e colava nas unhas.
Não tô contando os momentos raros em que viro gralha.
Nem cavala... Não queira ver o piti dessa samambaia. É coice de mula.
Tenho sido samambaia chorona de jardim.
As samambaias estão em extinção.
12/2009
Tenho que te contar uma coisa. Sou uma samambaia.
Fora de moda.kitsch.vintage.ô não.
Imagine aquela frondosa samambaia no alpendre da casa de vó. Junto aquelas cadeiras brancas acompanhando mesinha de centro com pé de arabesco.
Junto com hortências. Espadas de São Jorge e Beijinho. Muito Beijo. Daqueles com cinco pétalas e que agente arrancava e colava nas unhas.
Não tô contando os momentos raros em que viro gralha.
Nem cavala... Não queira ver o piti dessa samambaia. É coice de mula.
Tenho sido samambaia chorona de jardim.
As samambaias estão em extinção.
12/2009
Pollyana sings:
Presentemente eu posso me considerar um sujeito de sorte/porque apesar de muito moço/ me sinto são, e salvo e forte/ tnho comigo pensado/Deus é brasieiro e anda do meu lado/ e agora eu não posso sofrer como ano passado/ Tenho sangrado demais/ Tenho chorado pra cachorro/ ano passado eu morri/ mas esse ano eu não morro/ I, I wish you could swim/ Like the dolphins/ Like dolphins can swim/ Though nothing/ Will keep us together/ We can beat them/ For ever and ever/ Oh we can be Heroes/ Just for one day.
despacho de arquivo morto.
Eu aprendi a ouvir músicas nos vinis do meu pai.
Sempre gostei de historinhas.
Sempre criei historinhas pras músicas que gostava.
Sempre me envolvia com as historinhas das musicas que gostava.
Dois acordes só. Solo de guitarra com firula. Ou dois minutos de falas desconexas all the children are insane waiting for the summer rain, yeah! De uma calça de couro ambulante. Enfim, I hate myself and I want o die plus all you need is love, I have to admit is geting better all the time plus no alarms, no surprises, viva Cacilda Becker plus upa neguinho na Estrada plus got the scrape the shit that on your shoes plus…
Que saudade de você.
Sempre gostei de historinhas.
Sempre criei historinhas pras músicas que gostava.
Sempre me envolvia com as historinhas das musicas que gostava.
Dois acordes só. Solo de guitarra com firula. Ou dois minutos de falas desconexas all the children are insane waiting for the summer rain, yeah! De uma calça de couro ambulante. Enfim, I hate myself and I want o die plus all you need is love, I have to admit is geting better all the time plus no alarms, no surprises, viva Cacilda Becker plus upa neguinho na Estrada plus got the scrape the shit that on your shoes plus…
Que saudade de você.
despacho de arquivo morto
Cansaço. Dizem que até deus descansou no sétimo dia. Porque eu não? À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Tem dez anos que tenho uma vida assim. Que não para. Como é que faz pra vida parar se é que para. Viver é uma insônia.
Minha cabeça parou, não vai muito longe. Anda esgotada que só ela. O irônico, que eu que sempre levei uma vida assim, que não para, preciso do ócio.
Meu coração indolente precisa convalecer. Modo de vida de Clarice. Ai.
03/2010
Tem dez anos que tenho uma vida assim. Que não para. Como é que faz pra vida parar se é que para. Viver é uma insônia.
Minha cabeça parou, não vai muito longe. Anda esgotada que só ela. O irônico, que eu que sempre levei uma vida assim, que não para, preciso do ócio.
Meu coração indolente precisa convalecer. Modo de vida de Clarice. Ai.
03/2010
Assinar:
Postagens (Atom)



