comunista desejosa de glamour hollywoodiano. anarquista com apego material a coisas emocionais. plagiadora que exige direitos autorais
domingo, 28 de março de 2010
quinta-feira, 11 de março de 2010
HEY JUDE (THE BEATLES)
Na, na, na, na, na, na, na, na, na, na, na...
“Viva la vida!” Um pedaço de melancia com as inscrições de Frida Kahlo. “Naturaleza viva!” ou “ La novia que se espanta de ver la vida abierta!”
Gostava das pinturas de natureza morta de Kahlo. Tudo tão vermelho e sangrento e festivo. Vida abierta.
Melancia é uma fruta vermelha por dentro verde por fora e ainda por cima tem sementes. Símbolo de Fertilidade.
A melancia estava lá naquele apartamento há dias. Apartamento vazio. Sem móvel algum. Estava de mudança, mas não tinha trazido os móveis ainda. Que eram poucos. Só a melancia. Que havia comprado num impulso de vida. Alegria de quem vai à feira e leva uma melancia inteira pra casa.
Fumava um cigarro enquanto rolava a melancia contra a parede.
Dizem que melancia explode com o passar do tempo. Devido ao calor... ela fermenta. Ou então devido ao manuseio compulsivo de alguém que não mata mais a ansiedade com um fino tubo recheado de nicotina.
Ela ainda não tinha trazido a vitrola. Nem o tocador de CD...
Ela sempre achou muito importante saber muitas canções de cor. Saber muitas canções de cor é um grande conforto. É como saber o passo seguinte. É ser salvo pela memória em situações diversas. Ela era assim. Sabia muitas canções. De um ecletismo irritante. Bastava uma palavra, e dessa palavra, 30 canções com ela.
Em momentos como aquele, sozinha no apartamento vazio, com a melancia, uma música caía bem. Cantarolava.
O amor é uma coisa muita estranha. Pensava. Vê-se por Frida e Diego. Ou meu pai e minha mãe. Por tanta gente. Ela nunca entendeu. Tem uma melancia aberta tatuada nas costas. Sabe-se lá porque. Está aberta. Por mais que se espante.
Anoiteceu. Saudade de tanta coisa. Beber vinho com seu pai. Do fusca da mãe. O humanismo da mãe. O eruditismo do pai. Do mar. Era do interior, mas tinha saudades do mar.
A poetisa Alfonsina Stormi, se matou entrando no mar. Bonito isso. Triste. Mais saudades dos pais e dos vinis de Mercedez Sosa.
Amanhã ligar para os dois. Cada um em seu lugar, separados pelo Atlântico.
Carregada de sentimentalismo! Pollyana moça, pomba de Woodstock! Parou de cantar. A garganta doía de vontade apertada de chorar. Chorou. Como de costume. Sentimento latino de drama com música lá de cima, rock condecorado pela rainha em Buckinghan.... Melhor descer. Dar uma volta. Comprar um cigarro.
Desceu. A música não saía da cabeça.
No escuro... Sozinha... A melancia explodiu.
“Viva la vida!” Um pedaço de melancia com as inscrições de Frida Kahlo. “Naturaleza viva!” ou “ La novia que se espanta de ver la vida abierta!”
Gostava das pinturas de natureza morta de Kahlo. Tudo tão vermelho e sangrento e festivo. Vida abierta.
Melancia é uma fruta vermelha por dentro verde por fora e ainda por cima tem sementes. Símbolo de Fertilidade.
A melancia estava lá naquele apartamento há dias. Apartamento vazio. Sem móvel algum. Estava de mudança, mas não tinha trazido os móveis ainda. Que eram poucos. Só a melancia. Que havia comprado num impulso de vida. Alegria de quem vai à feira e leva uma melancia inteira pra casa.
Fumava um cigarro enquanto rolava a melancia contra a parede.
Dizem que melancia explode com o passar do tempo. Devido ao calor... ela fermenta. Ou então devido ao manuseio compulsivo de alguém que não mata mais a ansiedade com um fino tubo recheado de nicotina.
Ela ainda não tinha trazido a vitrola. Nem o tocador de CD...
Ela sempre achou muito importante saber muitas canções de cor. Saber muitas canções de cor é um grande conforto. É como saber o passo seguinte. É ser salvo pela memória em situações diversas. Ela era assim. Sabia muitas canções. De um ecletismo irritante. Bastava uma palavra, e dessa palavra, 30 canções com ela.
Em momentos como aquele, sozinha no apartamento vazio, com a melancia, uma música caía bem. Cantarolava.
O amor é uma coisa muita estranha. Pensava. Vê-se por Frida e Diego. Ou meu pai e minha mãe. Por tanta gente. Ela nunca entendeu. Tem uma melancia aberta tatuada nas costas. Sabe-se lá porque. Está aberta. Por mais que se espante.
Anoiteceu. Saudade de tanta coisa. Beber vinho com seu pai. Do fusca da mãe. O humanismo da mãe. O eruditismo do pai. Do mar. Era do interior, mas tinha saudades do mar.
A poetisa Alfonsina Stormi, se matou entrando no mar. Bonito isso. Triste. Mais saudades dos pais e dos vinis de Mercedez Sosa.
Amanhã ligar para os dois. Cada um em seu lugar, separados pelo Atlântico.
Carregada de sentimentalismo! Pollyana moça, pomba de Woodstock! Parou de cantar. A garganta doía de vontade apertada de chorar. Chorou. Como de costume. Sentimento latino de drama com música lá de cima, rock condecorado pela rainha em Buckinghan.... Melhor descer. Dar uma volta. Comprar um cigarro.
Desceu. A música não saía da cabeça.
No escuro... Sozinha... A melancia explodiu.
a verdade é que muita gente acredita em mim. eu sei. tenho medo de decepcionar... estes que me enchem o potinho de fé.
fico aqui. nesse silencio devorador de minha espontaneidade. que grande mentira.
eu quero escrever e estar no palco. e quero mesmo. por um desejo do umbigo. preciso. me completa em tudo o que não posso na vida, por pedir coerência demais. coisa que não sou. e ainda não sei se quero ou preciso ser. feri a mim mesma mais que aos outros. sei que firo os outros. mas não sei ainda se posso pedir a mim mesma pra ser diferente, sem que eu morra, e não consiga mais me ver olhando pra trás, ou para o espelho. não sou clarice pra falar dessa crise de uma maneira mais digna...
aceito cada proposta que me fazem. abro as pernas engulo o mundo, e ele sai mal digerido.
merde... vai lá palhaça! vive.
what else shoul I be? Repito. Porque sou repetitiva. Uma grande ladainha até que um dia a cabeça diga. basta.
fico aqui. nesse silencio devorador de minha espontaneidade. que grande mentira.
eu quero escrever e estar no palco. e quero mesmo. por um desejo do umbigo. preciso. me completa em tudo o que não posso na vida, por pedir coerência demais. coisa que não sou. e ainda não sei se quero ou preciso ser. feri a mim mesma mais que aos outros. sei que firo os outros. mas não sei ainda se posso pedir a mim mesma pra ser diferente, sem que eu morra, e não consiga mais me ver olhando pra trás, ou para o espelho. não sou clarice pra falar dessa crise de uma maneira mais digna...
aceito cada proposta que me fazem. abro as pernas engulo o mundo, e ele sai mal digerido.
merde... vai lá palhaça! vive.
what else shoul I be? Repito. Porque sou repetitiva. Uma grande ladainha até que um dia a cabeça diga. basta.
a fraude.
Tem sido dias intensos. Provocações de todos os lados. Eu sou uma fraude! Eu grito e choro. Comiserável. Miserável. Estaferma. Burra. Cabeça televisiva de sentido pouco. O muro só cresce. Me diga. Não. Eu digo. Quero viver. Quero te chamar pra viver. Quero...gritar e rolar no asfalto. Preciso estudar pra não ficar burra de vez. Tenho notado que eu desenvolvi várias neuroses capitalistas em mim. Piada. De mal gosto. Eu solto as palavras burras pra alguem depois vir e lhe dar cor e beleza, sentido vendável. Eu cuspo. Alguem vem, recolhe e canta. As pessoas então compram.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Estava cá pensando II
Manifesto charada...
quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha? tostines vendem mais porque são fresquinhos ou são fresquinhos porque vendem mais? as facas guinsu, conseguem cortar as meias vivarina?
quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha? tostines vendem mais porque são fresquinhos ou são fresquinhos porque vendem mais? as facas guinsu, conseguem cortar as meias vivarina?
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Estava cá com meus ratinhos e botôes e maiô de lantejoula pensando...
Cara bee, segue abaixo fragmento de Axelrod, de Hilda Hilst
Oh sim tudo!Tudo é um só dente uma só carne, uma garra grossa, um grossar indecomponível, um ISSO para sempre. Escovar o que se o seu existir, o seu de fora, a ciência dos feitos, a dura história, grafias todos esses acontecimentos a qualidade soberba das perobas, perenes, ele ouve, os trens passarão por esses dormentes, meu filho, para sempre para sempre. Para onde vão os trens meu pai?
Para Mahal, para Tami, para Camirí, espaços no mapa, e depois o pai ria: também para lugar algum meu filho, tu podes ir e ainda que o trem se move TU NÃO TE MOVES DE TI. Mover-se. Por que não?
Agora em férias, no segundo semestre falaria das revoluções, de muitas, vermelhas verdes amarelas, enfoques adequados nem veementes nem solenes, enfoques despidos de adorno, um tom de voz nem oleoso nem vivaz, um sobre tom doce pardacento, o lenço nas lentes, tirando e pondo os óculos, já se via no segundo semestre, tirando pondo vivo significante repetindo:
“Pois é sempre o ISSO meus queridos, cinco ou seis pensamenteando, folhetos folhetins, afrescos, sussurro no casebre, na casinhola de ferramentas, no poço seco, e depois uma nítida e vivosa sangueira. E em seguida o que? Um vertical de luzes cristalizado por um tempo, um limpar de lixões, alguns anos e outra vez idéias, bandeirolas, tudo da cor conforme a cor de novos cinco ou seis”.
A praia é do povo. Como o céu é do condor e Castro Alves domínio público.
Cabe a nós, meia dúzia de neguinho “esclarecido”, cultivar uma cultura sustentável, no lugar. Tipo distribuir lixinhos, fazer mesmo mais cartazes pra todo mundo que passar por ali desinformado saber por que estamos ali, pra arquivar um início hitórico. O resto não nos cabe. Relaxa e senta no cimento.
Oh sim tudo!Tudo é um só dente uma só carne, uma garra grossa, um grossar indecomponível, um ISSO para sempre. Escovar o que se o seu existir, o seu de fora, a ciência dos feitos, a dura história, grafias todos esses acontecimentos a qualidade soberba das perobas, perenes, ele ouve, os trens passarão por esses dormentes, meu filho, para sempre para sempre. Para onde vão os trens meu pai?
Para Mahal, para Tami, para Camirí, espaços no mapa, e depois o pai ria: também para lugar algum meu filho, tu podes ir e ainda que o trem se move TU NÃO TE MOVES DE TI. Mover-se. Por que não?
Agora em férias, no segundo semestre falaria das revoluções, de muitas, vermelhas verdes amarelas, enfoques adequados nem veementes nem solenes, enfoques despidos de adorno, um tom de voz nem oleoso nem vivaz, um sobre tom doce pardacento, o lenço nas lentes, tirando e pondo os óculos, já se via no segundo semestre, tirando pondo vivo significante repetindo:
“Pois é sempre o ISSO meus queridos, cinco ou seis pensamenteando, folhetos folhetins, afrescos, sussurro no casebre, na casinhola de ferramentas, no poço seco, e depois uma nítida e vivosa sangueira. E em seguida o que? Um vertical de luzes cristalizado por um tempo, um limpar de lixões, alguns anos e outra vez idéias, bandeirolas, tudo da cor conforme a cor de novos cinco ou seis”.
A praia é do povo. Como o céu é do condor e Castro Alves domínio público.
Cabe a nós, meia dúzia de neguinho “esclarecido”, cultivar uma cultura sustentável, no lugar. Tipo distribuir lixinhos, fazer mesmo mais cartazes pra todo mundo que passar por ali desinformado saber por que estamos ali, pra arquivar um início hitórico. O resto não nos cabe. Relaxa e senta no cimento.
domingo, 15 de novembro de 2009
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
la movida
mas eu tambem sei ser careta. de perto ninguem é normal. as vezes segue em linha reta a vida que é meu bem meu mal. no mais as ramblas do planeta orchata de chufa siusplau.
ê deusa de assombrosas tetas. gotas do leite bom na minha cara chuva do mesmo bom sobre os caretas.
o importante é passar por uma iniciação de uma forma ou outra. algo de vivo tem que crescer ora pois.
ê deusa de assombrosas tetas. gotas do leite bom na minha cara chuva do mesmo bom sobre os caretas.
o importante é passar por uma iniciação de uma forma ou outra. algo de vivo tem que crescer ora pois.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
terça-feira, 29 de setembro de 2009
sentimentos burgueses II
É um sentimento burguês, mas eu não pude evitar.
É sim. Um vício burguês. Nem se trata de sobrevivência. Senão seria tudo muito mais prático. É tudo um grande “dar-se ao luxo de”. Daí eu mato o serviço. Poupo os meus peitinhos. E fico aqui especulando pra onde foi a porra do meu “potencial criativo”.
Bah.
É sim. Um vício burguês. Nem se trata de sobrevivência. Senão seria tudo muito mais prático. É tudo um grande “dar-se ao luxo de”. Daí eu mato o serviço. Poupo os meus peitinhos. E fico aqui especulando pra onde foi a porra do meu “potencial criativo”.
Bah.
sentimentos burgueses I
O aquecimento global e a bipolaridade de mim. Melodrama de lixo urbano, incluindo eu mesma.
Soy una esponja!! Sorbo la idiosincrasia del mundo!! Y el tabaco.
Grita na rua. dá a última tragada, e atira o filtro vermelho, entre o polegar e maior de todos como uma catapulta, pro meio do asfalto.
Tenho um buraco no peito feito de angustia e nicotina. Mal posso respirar!! Meus alvéolos estão mancomunados com meu externo. Continua. Que me aperta e não se abre pra entrada de ar. A rua está vazia.
Novo ar. Novos ares. BUENOS AIRES ENFIM!! Belo Horizonte nem se mexe. Nem se afeta! Permanece seca e ensolarada naquela manhã de terça feira.
Meu pulmão defumado. Em processo de maturação. Jamón serrano curado em caverna. Salgado, porem defumado. Fuligem nicotina e veneno de rato.
O mundo nos faz ansiosos! Grita sem bíblia debaixo do braço. As garrafas pets são grandes e não retornáveis!
Agora mesmo tem uma passeando sem destino no meu quintal. Dando sinal de vida inútil. Venta. Enfim vai chover nessa secura da serra do curral.
As guimbas no chão demoram anos pra se decompor. Acende outro exemplarmente. Olha pra ele. Já lhe sugaram toda a anestesia eufórica que lhe dava valor. Agora é só uma guimba. Taca a outra guimba no chão. Senta no meio fio. E observa a guimba dar seus últimos suspiros de brasa.
Soy una esponja!! Sorbo la idiosincrasia del mundo!! Y el tabaco.
Grita na rua. dá a última tragada, e atira o filtro vermelho, entre o polegar e maior de todos como uma catapulta, pro meio do asfalto.
Tenho um buraco no peito feito de angustia e nicotina. Mal posso respirar!! Meus alvéolos estão mancomunados com meu externo. Continua. Que me aperta e não se abre pra entrada de ar. A rua está vazia.
Novo ar. Novos ares. BUENOS AIRES ENFIM!! Belo Horizonte nem se mexe. Nem se afeta! Permanece seca e ensolarada naquela manhã de terça feira.
Meu pulmão defumado. Em processo de maturação. Jamón serrano curado em caverna. Salgado, porem defumado. Fuligem nicotina e veneno de rato.
O mundo nos faz ansiosos! Grita sem bíblia debaixo do braço. As garrafas pets são grandes e não retornáveis!
Agora mesmo tem uma passeando sem destino no meu quintal. Dando sinal de vida inútil. Venta. Enfim vai chover nessa secura da serra do curral.
As guimbas no chão demoram anos pra se decompor. Acende outro exemplarmente. Olha pra ele. Já lhe sugaram toda a anestesia eufórica que lhe dava valor. Agora é só uma guimba. Taca a outra guimba no chão. Senta no meio fio. E observa a guimba dar seus últimos suspiros de brasa.
Manifesto do Teatro Fanzine
Manifesto do Teatro Fanzine
Aglutine-se!
Crie uma nova família!
E não espere reembolso!!
Tenha um trabalho alternativo. Se garanta como garçonete ou produtora.
Por um pensamento auto-sustentável: vomite e coma de novo.
O preço do feijão ta pela hora da morte!!
Não roube de um autor só. Roube de todos!!
Da televisão a Dostoievski. Não tenha preconceito de nada.
Life is a Cabaret, old cham!! Come to the Cabaret!!
Todo mundo tem arquivo.
O CRTL C + CRTL V quem faz é você.
Lembre-se do seu jornalzinho de escola: eis o seu diploma.
O show da Tia Medusa é só o começo!
Quem poderá nos defender?
Sandálias aladas O sertão vai virar mar
Um capacete O mar vai virar sertão
Eu escudo de cobre Ele (who?) já leu mais de mil livros na prisão
Pra refletir a nossa cagada! Não contavam com sua astúcia!!
Eita geração inadimplente!!
Agora, feche os olhos e respire. Cultive o monolito que existe dentro de você!!
O que é o seu monolito?
Porque você não se mata?
Você era nascido em 68?
É assim mesmo camarada!!
Se marginal era ser herói hoje somo santos na eternidade do lado B.
Aglutine-se!
Crie uma nova família!
E não espere reembolso!!
Tenha um trabalho alternativo. Se garanta como garçonete ou produtora.
Por um pensamento auto-sustentável: vomite e coma de novo.
O preço do feijão ta pela hora da morte!!
Não roube de um autor só. Roube de todos!!
Da televisão a Dostoievski. Não tenha preconceito de nada.
Life is a Cabaret, old cham!! Come to the Cabaret!!
Todo mundo tem arquivo.
O CRTL C + CRTL V quem faz é você.
Lembre-se do seu jornalzinho de escola: eis o seu diploma.
O show da Tia Medusa é só o começo!
Quem poderá nos defender?
Sandálias aladas O sertão vai virar mar
Um capacete O mar vai virar sertão
Eu escudo de cobre Ele (who?) já leu mais de mil livros na prisão
Pra refletir a nossa cagada! Não contavam com sua astúcia!!
Eita geração inadimplente!!
Agora, feche os olhos e respire. Cultive o monolito que existe dentro de você!!
O que é o seu monolito?
Porque você não se mata?
Você era nascido em 68?
É assim mesmo camarada!!
Se marginal era ser herói hoje somo santos na eternidade do lado B.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
"O casamento" ou "Não estamos na Espanha."
Eram tempos de cor âmbar. Diria ela. Vivíamos numa república com papagaio gato cachorro baratas e rapazes. O portão também era verde. E os DVD´s não tinham legenda.
Era a mesma Aparecida. E a mesma raça de cachorro. Eram quase todos os mesmos nomes.
Talvez uma fronteira. Uma linha vermelha. Um resto de lama. Um resto de infância. Epifania de cola. Cigarro, Beserol e elixir paregórico na mesa. Gaita mal tocada em dia rebordosa da bala do dia anterior. Unhada de gato. Cocô de cachorro. Lua.
Resolvemos sair. Buscamos nossa amiga. Negona de cabelos doirados a la Beyoncé.
Ela tinha um bom aditivo. Tomamos.
Fomos pruma boate qualquer, das modernas, o quão modeéeeerno pode ser uma boate ali, na Savassi mesmo...
Meu deus, estou ficando velha. O senso crítico não me permite “just wanna have fun”!
(Mas eu ainda só quero me divertir. O que é que se passa comigo? A província não me aborrece, mas já não me corteja, não me presenteia possibilidades? Já subi o arco do viaduto Santa Teresa. Já escutei clube da esquina do outro lado do atlântico. Já subi a serra do curral pelo cabo da antena...).
Dançamos no meio dos modernos provincianos até o completo enfado. Porque nunca mais a noite moderrrrrrrna de BH seria tão divertida quanto o dia pós bala, bicarbonato, chuva e pé distendido depois de performance no mastro da UP. Droga é memória. Não é presente. Que ironia filha da puta.
Em fado, foi por vontade de deus que eu vivo nesta ansiedade. E resolvemos casar. Nossa amiga seria a sacerdotisa.
Fomos para a casa da nossa amiga all-the-single-ladies-put-your-hands-up. Que celebraria uma cerimônia Wicca.
Vamos nos casar. Escolhemos os padrinhos. Ligamos, avisamos, e fomos sem eles para o casório pagão. Pois agente não mora na Espanha. E mulher não celebra Missa aqui em Minas Gerais...
Mesmo estando ali mês, em Belo Horizonte, a roça grande rodeada de montanhas, onde os um pouco mais ricos vão pra Macacos e os pobres para o parque Municipal ou de excursão para o Mangabeiras, o concreto ali estava ganhando. Era necessário que a cerimônia fosse realizada próximo à natureza, esse lugar de conjunção do ser e seu verdadeiro habitat, a terra, o verde, a energia, a mãe Gaia, enfim.
Celebremos perto do pé de café que a Helô comprou no mercado.
A negona me coloca de fundo um vinil da Madonna. Like a Prayer.
E nos oferece de aliança um par de brincos de lua estrela, enferrujado, que inflamou a minha orelha.
Casamento consumado ao som de Madonna no sofá cama da Negona.
Casads. Assim o evento me sugeriu. Hoje bebo vinho nacional. Não sei quando começou, mas Strawberry Fields Forever virou a nossa música. Acho que por causa de dedicatória do primeiro presente, Morangos Mofados de Caio. F.
Em tempos lavanda. Campos de morango para Sempre. Tatuei a musica no ombro. E trouxe meus discos. Só falta agulha pra vitrola e estrear a misteira grill. Com bife.
Era a mesma Aparecida. E a mesma raça de cachorro. Eram quase todos os mesmos nomes.
Talvez uma fronteira. Uma linha vermelha. Um resto de lama. Um resto de infância. Epifania de cola. Cigarro, Beserol e elixir paregórico na mesa. Gaita mal tocada em dia rebordosa da bala do dia anterior. Unhada de gato. Cocô de cachorro. Lua.
Resolvemos sair. Buscamos nossa amiga. Negona de cabelos doirados a la Beyoncé.
Ela tinha um bom aditivo. Tomamos.
Fomos pruma boate qualquer, das modernas, o quão modeéeeerno pode ser uma boate ali, na Savassi mesmo...
Meu deus, estou ficando velha. O senso crítico não me permite “just wanna have fun”!
(Mas eu ainda só quero me divertir. O que é que se passa comigo? A província não me aborrece, mas já não me corteja, não me presenteia possibilidades? Já subi o arco do viaduto Santa Teresa. Já escutei clube da esquina do outro lado do atlântico. Já subi a serra do curral pelo cabo da antena...).
Dançamos no meio dos modernos provincianos até o completo enfado. Porque nunca mais a noite moderrrrrrrna de BH seria tão divertida quanto o dia pós bala, bicarbonato, chuva e pé distendido depois de performance no mastro da UP. Droga é memória. Não é presente. Que ironia filha da puta.
Em fado, foi por vontade de deus que eu vivo nesta ansiedade. E resolvemos casar. Nossa amiga seria a sacerdotisa.
Fomos para a casa da nossa amiga all-the-single-ladies-put-your-hands-up. Que celebraria uma cerimônia Wicca.
Vamos nos casar. Escolhemos os padrinhos. Ligamos, avisamos, e fomos sem eles para o casório pagão. Pois agente não mora na Espanha. E mulher não celebra Missa aqui em Minas Gerais...
Mesmo estando ali mês, em Belo Horizonte, a roça grande rodeada de montanhas, onde os um pouco mais ricos vão pra Macacos e os pobres para o parque Municipal ou de excursão para o Mangabeiras, o concreto ali estava ganhando. Era necessário que a cerimônia fosse realizada próximo à natureza, esse lugar de conjunção do ser e seu verdadeiro habitat, a terra, o verde, a energia, a mãe Gaia, enfim.
Celebremos perto do pé de café que a Helô comprou no mercado.
A negona me coloca de fundo um vinil da Madonna. Like a Prayer.
E nos oferece de aliança um par de brincos de lua estrela, enferrujado, que inflamou a minha orelha.
Casamento consumado ao som de Madonna no sofá cama da Negona.
Casads. Assim o evento me sugeriu. Hoje bebo vinho nacional. Não sei quando começou, mas Strawberry Fields Forever virou a nossa música. Acho que por causa de dedicatória do primeiro presente, Morangos Mofados de Caio. F.
Em tempos lavanda. Campos de morango para Sempre. Tatuei a musica no ombro. E trouxe meus discos. Só falta agulha pra vitrola e estrear a misteira grill. Com bife.
Escrito numa noite de segunda, 20 de julho de 2009.

Era sábado. O cinema estava fechado. Naquele dia não ia ter matinê. Daí eles foram pra lá.
“Somos irmãos” ele disse. “Ta” ela disse. “Estamos presos aqui.” ele disse.
“... tá.”
E continuava dizendo, “o céu é a parte que eu mais gosto da natureza. Mas eu queria mesmo o nada. O nada e eu. Ser único. Ela ficava olhando sem conseguir dizer muita coisa. Trancaram-se no banheiro. Aí ela disse,“eu tô perdida”, de verdade mesmo, não na ficção, brincadeira ou o que fosse aquilo.
Ele: “é isso mesmo... e nós vamos sair daqui, tem que bater o sapatinho três vezes e ir, você quer experimentar? Eu vou então. Você fica aqui. Eu vou tentar. Depois eu volto pra te buscar”.
Ele calçou aqueles sapatos prateados e começou a esboçar passos de sapateado. Dançava terrivelmente. E ia. Ela o seguia com os olhos. Era bonito de ver.
E ela se sentindo sozinha. Ele não vai voltar. Não vai voltar. O coração muito apertado.
Ele sapateava pra longe dela e ela tinha vontade de chorar. Abriu a torneira deixou escorrer água. E ficou só o silencio, a água escorrendo, e o barulho do sapato ecoando naquele corredor enorme. Até acabar a brincadeira... e qual vai ser da próxima vez?
Vai que eu te vejo encantada daqui. Desse jeitinho mesmo olho pra vocÊ.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
STREET FIGHTING MAN
E o que uma garota pobre como eu pode fazer senão tocar numa banda de rock.
Eu me tornei atriz por que era dispersa demais pra tocar violão.
Mesmo porque o violão não pode aparecer mais que o meu belo quadril.
Rebolo.
Please to meet you.
Aqui é Silvia, Bee. Te cuida.
Hasta pronto.
Eu me tornei atriz por que era dispersa demais pra tocar violão.
Mesmo porque o violão não pode aparecer mais que o meu belo quadril.
Rebolo.
Please to meet you.
Aqui é Silvia, Bee. Te cuida.
Hasta pronto.
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Aqui quem fala é Mickey Mouse?

Cara Bee. Descobri que sou Mickey Mouse em um teste de internet. Que merda. Cansei de minhas polyanices. Acordei esta segunda feira, doída de não sei o que. Tem sido recorrente a insônia de domingo pra segunda, seguido de uma manhã angustiada de segunda. E cá estou desde o bueiro tentando exprimir alguma coisa disso tudo. A questão, minha cara bee, se repete a cada ano que passa a cada idade e fase da vida, as madrugadas de domingo são de amargar. Preciso ler uns livros. Preencher esta angustia com alguma inquietude adolescente. Entender esta secura mais uma vez. Mickey Mouse, ratinho filho da mãe. Já era pra ser domínio público esse camundongo antropomórfico absurdo! (não fosse a aprovação pelo congresso americano da lei de prorrogação do copyright que expandiu por 20 anos os direitos autorais de todas as obras americanas que não tivessem caído ainda em domínio público, o que faz com que tal situação só ocorra em 18 de novembro de 2018).
Vai te fudê Mickey Mouse!!
Mesmo porque eu sempre gostei do pateta.
Vai te fudê Mickey Mouse!!
Mesmo porque eu sempre gostei do pateta.
pra fechar
Uivo para Carl Solomon (Howl)
Eu vi os expoentes da minha geração destruídos pela loucura, morrendo de fome, histéricos, nus,
arrastando-se pelas ruas do bairro negro de madrugada em busca uma dose violenta de qualquer coisa
"hipsters" com cabeça de anjo ansiando pelo antigo contato celestial com o dínamo estrelado da
maquinaria da noite, que pobres, esfarrapados e olheiras fundas, viajaram
fumando sentados na sobrenatural escuridão dos miseráveis apartamentos sem água quente, flutuando
sobre os tetos das cidades contemplando jazz, que desnudaram seus Cérebros ao céu sob o
Elevados e viram anjos maometanos cambaleando iluminados nos telhados das casas de
cômodos, que passaram por universidades com olhos frios e radiantes alucinando Arkansas e tragédias à luz de William Blake entre os estudiosos da guerra, que foram expulsos das universidades por serem loucos
& publicarem odes obscenas nas janelas do crânio, que se refugiaram em quartos de paredes de pintura
descascada em roupa de baixo queimando seu dinheiro em cestas de papel, escutando o Terror
através da parede. (...)
Eu vi os expoentes da minha geração destruídos pela loucura, morrendo de fome, histéricos, nus,
arrastando-se pelas ruas do bairro negro de madrugada em busca uma dose violenta de qualquer coisa
"hipsters" com cabeça de anjo ansiando pelo antigo contato celestial com o dínamo estrelado da
maquinaria da noite, que pobres, esfarrapados e olheiras fundas, viajaram
fumando sentados na sobrenatural escuridão dos miseráveis apartamentos sem água quente, flutuando
sobre os tetos das cidades contemplando jazz, que desnudaram seus Cérebros ao céu sob o
Elevados e viram anjos maometanos cambaleando iluminados nos telhados das casas de
cômodos, que passaram por universidades com olhos frios e radiantes alucinando Arkansas e tragédias à luz de William Blake entre os estudiosos da guerra, que foram expulsos das universidades por serem loucos
& publicarem odes obscenas nas janelas do crânio, que se refugiaram em quartos de paredes de pintura
descascada em roupa de baixo queimando seu dinheiro em cestas de papel, escutando o Terror
através da parede. (...)
domingo, 16 de agosto de 2009
sábado, 15 de agosto de 2009
Qual foi o destino do hippie?


Cansado de caminhar desde de 1969 até aqui a pé, o tiozão na crise da meia idade compra um carro conversível vermelho.
Complete as lacunas:
Qual foi o destino do hippie...
Peter Fonda e Dennis Hoper: nenhum
Jack Nickolson:
Michael Lang (produtor de woodstock): $?
Jannis: morreu
Arnaldo Batista: syd barret
Syd Barret: Cê ta pensando que eu sô loqui bicho?
Jimmy: moreu
Keith moon : morreu
John Lennon: morreu assassinado pela CIA.
Stepenwolf: HEAVY METAL (thunder)
Allen guinzburg: ...and Now I´m nothing
Buckovski: eu comi.
Bob Dylan: How does it feel?
Timoty Leary (O Guru do LSD): PORQUE NÃO?
Albert Hoffman ( O pai do LSD): EU LAVO AS MINHAS MÃOS. Eu não tenho culpa de nada.
BELCHIOR:
AMOR LIVRE: plástico com lubrificante
Jafferson Airplane: starship?
Jim Morrison: morreu (cia)
Brian Jones: morreu (mick jagger)
beatles: abbey road + yoko ono = Michael Jackson = diana ross = ...
por enquanto é só pessoal.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Cara amiga, estou escrevendo uma carta pra você. Eu sou uma grande bobagem. Grande, imensa. Que se sente tão pequena diante da sua dor... Mas eu não posso ficar. Eu não posso sofrer o que eu não vivi. O tapa que eu não levei. Então, eu digo. Não vou sofrer. Não a sua dor. Não quero ela. Obrigada. Devo ficar por aqui ainda um tempo. Vou sofrer as minhas. O MEU MOFO. Aquela historia... Fico repetindo que tenho a minha medida. Mas acabo sofrendo a medida dos outros. Então é isso. Não vou mais. Não posso mais. A minha história é a minha história, não é mesmo?
Ai, se um dia eu aprendesse a ser cruel. Implacável. Isso tudo de intenso e de forte e de clichÊ.
Mesmo que eu já seja um clichê. Outro clichê.
Só não quero sofrer com o que eu penso que você pensa que eu deveria pensar ou ser. E a culpa não é sua obviamente. Mas é isso. Vou-me embora desse lugar. Esse quartinho dos fundos de madre Teresa, que ninguém se lembra, na hora de cantar.
Ai, se um dia eu aprendesse a ser cruel. Implacável. Isso tudo de intenso e de forte e de clichÊ.
Mesmo que eu já seja um clichê. Outro clichê.
Só não quero sofrer com o que eu penso que você pensa que eu deveria pensar ou ser. E a culpa não é sua obviamente. Mas é isso. Vou-me embora desse lugar. Esse quartinho dos fundos de madre Teresa, que ninguém se lembra, na hora de cantar.
sábado, 25 de julho de 2009
bOM dIA.
Aqui quem fala é Silvia, Bee. As armas chegarão amanhã, sem falta. Ninguem vai me impedir de cantar Dont Smoke in Bed, deitada num piano de cauda.
A repetição faz este sapo pular. Não tomo remédios. Serotonina TRABALHA COMO QUER por aqui. Anarquia geral. Não existe linha de montagem na minha cabeça.
O psiquiatra recomendou a psicoterapia, serviço que agora, previsto em lei, deve ser oferecido nos convênios e planos de saúde. Procura a relação na Casu, que no caderninho não tem.
Ele ainda tem um quadro da familia Adams na parede. Não tava torto. meu nariz é que é torto, e descobri que ser lôra é uma experiência antropológica riquíssima, sou puta travesti e lorão. Quantas possibilidades. Semi ressaqueada, vou ensaiar mais um dia de atriz crisenta.
Até amanhã. Ninguem vai me impedir de chegar amanhã.
A repetição faz este sapo pular. Não tomo remédios. Serotonina TRABALHA COMO QUER por aqui. Anarquia geral. Não existe linha de montagem na minha cabeça.
O psiquiatra recomendou a psicoterapia, serviço que agora, previsto em lei, deve ser oferecido nos convênios e planos de saúde. Procura a relação na Casu, que no caderninho não tem.
Ele ainda tem um quadro da familia Adams na parede. Não tava torto. meu nariz é que é torto, e descobri que ser lôra é uma experiência antropológica riquíssima, sou puta travesti e lorão. Quantas possibilidades. Semi ressaqueada, vou ensaiar mais um dia de atriz crisenta.
Até amanhã. Ninguem vai me impedir de chegar amanhã.
terça-feira, 21 de julho de 2009
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Assinar:
Postagens (Atom)


